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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Para o Vítor: como fazer um artigo de opinião. (veja exercício abaixo).


''É comum encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através do artigo de opinião.

É importante estar preparado para produzir esse tipo de texto, pois em algum momento poderão surgir oportunidades ou necessidades de expor ideias pessoais através da escrita.

Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opiniões.

O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.

Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável seguir algumas orientações. Observe:

a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num papel os argumentos que mais lhe agradam, eles podem ser úteis para fundamentar o ponto de vista que você irá desenvolver.

b) Ao compor seu texto, leve em consideração o interlocutor: quem irá ler a sua produção. A linguagem deve ser adequada ao gênero e ao perfil do público leitor.

c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem fundamentar a ideia principal do texto de modo mais consciente, e desenvolva-os.

d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia principal que pretende defender.

e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto: retome o que foi exposto, ou confirme a ideia principal, ou faça uma citação de algum escritor ou alguém importante na área relativa ao tema debatido.

f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade do leitor.

g) Formate seu texto em colunas e coloque entre elas uma chamada (um importante e pequeno trecho do seu texto).

h) Após o término do texto, releia e observe se nele você se posiciona claramente sobre o tema; se a ideia está fundamentada em argumentos fortes e se estão bem desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se o texto apresenta título e se é convidativo e, por fim, observe se o texto como um todo é persuasivo''.

Reescreva-o, se necessário.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola

VAMOS, ANALISAR UM ARTIGO DE OPINIÃO? PROCURE RESPONDER AO QUE EU PERGUNTO. VENHA PARA A AULA COM AS RESPOSTAS.
1 - o TEXTO APRESENTA UMA QUESTÃO POLÊMICA, POR ISSO, PODE SER CONSIDERADO UM ARTIGO DE OPINIÃO. POR QUE A QUESTÃO DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL É POLÊMICA? RESPONDA EM 4 LINHAS.
2 - QUE MODALIDADE DE ARGUMENTOS O AUTOR UTILIZA? PESQUISA? DADOS HISTÓRICOS? TEORIAS? QUE PROVAS?QUAIS DADOS?
3 - O EMISSOR DO TEXTO BUSCA CONSTRUIR UMA IMAGEM SOBRE SI MESMO? QUAL É? QUE ARGUMENTOS ELE UTILIZA NA CONSTRUÇÃO DESSA IMAGEM? OS ARGUMENTOS SÃO RACIONAIS OU APELAM MUITO À EMOÇÃO DO RECEPTOR? .
3 - QUAL É O PAPEL SOCIAL DO REDATOR DESTE TEXTO?
4 - QUAL É A FINALIDADE DESTE ARTIGO?
5 -  QUAL É O POSICIONAMENTO DO AUTOR SOBRE O TEMA?
6 - QUAL FOI O MELHOR ARGUMENTO DELE? 
TENDÊNCIAS/DEBATES
Código Florestal, em busca do equilíbrio 

EDUARDO BRAGA


A mais importante matéria do Senado Federal neste semestre será a apreciação do projeto de lei que trata do novo Código Florestal Brasileiro, aprovado pela Câmara.
Na discussão dessa matéria, três pontos são importantes: primeiro, promover um debate sem conflitos e sem emoções; segundo, perseguir o equilíbrio entre três elementos essenciais: coerência entre as políticas para a produção agrícola, a proteção das florestas e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas; terceiro, é necessário agregar mais uma contribuição a esse debate: o olhar da ciência.
Cientistas e universidades estão abertos para compartilhar o conhecimento, conforme declarações públicas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Para além dos interesses dos ruralistas e ambientalistas, o novo Código Florestal deve traduzir o pensamento de toda a sociedade.
Sobre as áreas de preservação permanente (APPs), creio ser importante analisar três situações distintas: as ocupações feitas em tempos remotos; as ocupações incentivadas pelo governo ao longo das últimas décadas sob outras legislações; e as ocupações irregulares feitas após a vigência das atuais leis ambientais, portanto, com o pleno conhecimento dos infratores.
Compartilho das recomendações dos cientistas, que defendem parâmetros diferenciados de segurança entre APPs de áreas urbanas e rurais. O novo Código deve levar em conta a ocupação dos espaços urbanos e normatizar o uso da vegetação ao longo de rios e encostas.
Isso será fundamental para que consigamos minimizar e até mesmo evitar as graves consequências de desastres naturais, que têm levado a milhares de perdas humanas e materiais em todo o país, sobretudo em períodos chuvosos.
Considero fundamental, ainda, garantir incentivos para a manutenção das florestas e para a recomposição das áreas desmatadas. As áreas protegidas podem ser transformadas em ganho para os proprietários rurais, a partir do uso de instrumentos econômicos.
Entre eles, o mecanismo Redd+ (Redução de Emissões Causadas por Desmatamento e Degradação Florestal), objeto de proposição que apresentei ao Senado, e o pagamento por serviços ambientais: ambos podem ser utilizados para estimular a recuperação das APPs e das áreas de reserva legal.
Esta última é uma iniciativa pioneira, implantada no Amazonas quando tive a oportunidade de governar o Estado.
É indispensável rediscutir também o dispositivo que libera de recomposição as propriedades rurais de até quatro módulos fiscais. Estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada estimou que milhares de hectares de vegetação nativa deixariam de ser recuperadas se mantida a isenção.
O Senado terá que buscar o equilíbrio para entregar ao país um Código Florestal moderno e que beneficie toda a sociedade brasileira.

EDUARDO BRAGA é senador pelo PMDB do Amazonas, Estado que governou entre 2003 e 2010.

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