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domingo, 28 de agosto de 2011

Leia o texto, faça uma paráfrase. Tema: o medo contemporâneo



Excelente texto! Leiam, reescrevam em paráfrase ( que não é resumo). ( abaixo, coloquei outro texto, cuja leitura é opcional. Trata do medo de não dar certo na vida).
A tese central do sociólogo Zygmunt Bauman no volumeConfiança e Medo na Cidade (Trust and Fears in the Cities, 2005) pode ser encarada como um prolongamento das conhecidas ideias de Gilles Lipovetsky sobre o individualismo contemporâneo. Vamos por partes. No livro que a Relógio d’Água agora editou, traduzido por Miguel Serras Pereira, Bauman reúne três breves ensaios em que procura diagnosticar as razões do medo que parece contaminar a vida nas nossas cidades. A questão, para o sociólogo, assenta num paradoxo em que apenas a origem é difícil de detectar, mas cujas consequências se adivinham com facilidade. Segundo ele, as medidas de segurança extrema que existem nas metrópoles contemporâneas servem, acima de tudo, para gerar mais medo, mais insegurança, pelo aumento do temor de perder os bens que tanto se procura proteger. Quanto mais se receia perder algo, mais se acredita que isso pode realmente acontecer. Não nos importamos com o que fica ao alcance dos outros, mas aquilo que abrigamos do olhar alheio torna­‑se logo mais precioso, apenas por causa da protecção que se entendeu atribuir­‑lhe. Para Bauman, os «actuais medos nasceram com a irrupção simultânea da liberalização e do individualismo, numa altura em que se já haviam tornado frouxos ou quebrado os laços de parentesco e de vizinhança que uniam com firmeza as comunidades e corporações» (p. 16).
A dissolução da solidariedade e a sua substituição pela competição entregam as pessoas aos seus próprios recursos, afastam­‑nas dos apoios da comunidade. Assim desamparado, um ser humano vê ressurgir temores ancestrais, sobretudo por compreender que cada vez contará menos com o auxílio da sociedade em que ainda se insere. Bauman tem toda a razão quando afirma que, «hoje em dia, com o advento da modernidade líquida, o fantasma mais aterrador é o representado pelo medo de ficar para trás» (p. 18). Ficar para trás não significa, como outrora, um afastamento provisório do mercado de trabalho, que admitia a esperança do regresso, mas a completa eliminação de qualquer papel na sociedade. Hoje, como nos lembra o autor, «cada vez mais, ouvimos certas pessoas dizerem de outras que essas outras são supérfluas» ou, utilizando «uma palavra cruel, inumana, inventada nos Estados Unidos, mas que se propagou como um violento incêndio por toda a Europa», desclassificadas. Este último vocábulo torna bem claro que aquele a que refere está já fora do sistema de classes, não porque este tenha sido abolido, mas porque o ser humano em questão não tem aí lugar. Perdeu­‑o ou nunca o teve, isso é pouco relevante, o que importa é que se está a dizer a alguém que ficou fora do mundo, não coube lá dentro, foi atirado para a margem, e a sua única utilidade reside em lembrar aos outros, às pessoas de bem, o que lhes pode acontecer se não se agarrarem suficientemente ao tipo de vida que levam.
De onde vem tudo isto? Para Bauman, «ao impor a modernização acelerada de lugares muito distantes, o grande mundo do comércio livre, da livre circulação financeira, criou uma enorme quantidade de gente supérflua, que perdeu qualquer meio de sustento e já não pode continuar a viver como o faziam os seus antepassados» (p. 75). As cidades sofrem, assim, uma fractura entre aqueles a quem não resta nenhuma esperança e os que se agarram com todas as forças à preservação do statu quo. Presos ao individualismo resultante da quebra dos laços comunitários, estes últimos desenvolvem um medo do desconhecido que tende a aumentar à medida que procuram proteger­‑se. A tendência, que bem conhecemos nas nossas cidades, consiste em procurar os iguais, em descobrir refúgio entre aqueles que também se encontram do lado de dentro da sociedade. Os condomínios fechados, claro, são o paradigma desse tipo de comportamento, que, por culpa da sua perversidade, não resolve nenhum dos problemas que se encontram na sua origem. Lembra Bauman que homogeneizar «os bairros, e reduzir depois ao mínimo inevitável todo o comércio e comunicação entre eles, é uma receita infalível para avivar e intensificar o desejo de segregar e de excluir» (p. 46). O sociólogo introduz, então, duas noções, ambas resultantes da proliferação da diversidade na metrópole actual, mas que representam duas atitudes opostas em relação a essa realidade. Trata­‑se da mixofilia e da mixofobia. Sendo a primeira «um forte interesse, uma propensão, um desejo de mistura com as diferenças, ou seja, com os que são diferentes de nós», e consistindo a segunda no temor dos «perigos que os desclassificados representam», o que conduz à recusa de contactar os estranhos e a uma reclusão continuamente reforçada por parte de muitos habitantes da cidade, natural se torna que Bauman proponha que deveríamos «fazer alguma coisa no sentido de aumentar a mixofilia e de reduzir a mixofobia» (pp. 82-83).
Simmel poderia ser aqui convocado, mas, ao ler os ensaios de Bauman, ocorreu­‑me mais A Era do Vazio (L'Ère du Vide, 1983), de Gilles Lipovetsky, publicado há anos na mesma colecção em que surgiu agora Confiança e Medo na Cidade. Nesse livro, Lipovetsky apontava a importância da sedução e do fascínio narcisista para o crescimento da indiferença e, consequentemente, do individualismo contemporâneo. É da desagregação dos laços sociais que se trata. Nada que não mereça uma detalhada reflexão, neste tempo em que se discute o futuro da segurança social e alguns jornalistas insistem em dar importância às reuniões conventuais de uns senhores que, declarando­‑se comprometidos com o país, vêm defender precisamente o aumento da indiferença e da distância social.

..............................................ESTE TEXTO É SÓ PARA LER ( SE TEMPO HOUVER).

O medo contemporâneo
O medo de não dar certo na vida tem cercado muitos jovens. Eu conversava com uma pessoa recentemente e ela me
dizia que já não tinha forças para conquistar seus sonhos e que se contentaria com a vida medíocre que ela poderia ter.
As pessoas costumam lamentar o próprio fracasso. Do que adianta sonhar e continuar dormindo? Sonhos, como eu disse
em um artigo anterior a este, são projetos de vida, se não o uní-los com disciplina do que nos servirá? Estaremos
dispostos a tal vida medíocre?
''Não podemos querer viver uma vida ensaiada, a vida não é uma pose para fotografia. A vida é uma viagem no qual a
bagagem deve ser proporcional à necessidade do viajante''. 
O mundo não está acostumado a aceitar suas derrotas e fazer delas uma escada para o sucesso. Porque para eles
parece mais fácil vencer o medo de não dar certo apontando para o erro dos outros do que vasculhando internamente a
própria essência. Vivemos competindo com os acertos dos outros, tentando superá-los, e com as falhas dos outros
tentando mostrar que não falhamos tanto. Sempre o outro o prato principal. E eu? Onde eu fico? -  Não se trata de
egocentrismo, mas de identidade. Fracassar faz parte da trajetória.
Descubra quem você é, escolha o que você quer, sonhe, mas compreenda as suas próprias escolhas. Uma pessoa
inteligente não se prepara para o sucesso, mas se prepara para o fracasso. Há uma frase muito conhecida que diz: ''os
desafios são inevitáveis, porém as derrotas são opcionais''. 
Shakespeare acertou ao dizer que o ser humano é ''essência de vidro''. Quebramos com facilidade, o que eu quero
dizer é que ninguém caminha sozinho. Nos tropeços da vida, você vai precisar de alguém para lhe amparar. 
A gente tem um exemplo perfeito dessa necessidade do outro, na trilogia O Senhor dos Anéis, no Retorno do Rei,
quando o frodo já cansado desmaia e o Sam, amigo de Frodo que o acompanhou durante toda essa jornada, olhou
para o amigo e disse: ''eu não posso carregar o anel, mas posso carregar você''. Colocou o amigo desfalecido nos
ombros e o levou até o local onde ele cumpriria sua missão. Foi uma das cenas mais lindas do filme.
Sua essência de vidro pode está ameaçada, sei que o vou dizer pode parecer impossível, mas não tenha medo do
fracasso. Estude, entre numa universidade, e corra atrás da sua realização profissional, mas não caminhe sozinho. Você
precisará de um ''Sam'' na sua vida. Esgote ao máximo suas possibilidades de realização. E depois você vai poder
dizer igual Adélia Prado: ''Eu não tenho tempo algum, porque ser feliz me consome!''
Não seja mais um; seja alguém!
Kellen Reis
http://www.kellenreis.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=29


mAIS UM TEXTO OPCIONAL ( ACHO QUE MAIS P MIM MESMA)
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-98932003000200008&script=sci_arttext

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