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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ESTUDANDO OS EDITORIAIS. (PARA O VÍTOR)

OBSERVE, VÍTOR, QUE OS EDITORIAIS OFERECEM MAIS DADOS INFORMATIVOS QUE UMA DISSERTAÇÃO. ALÉM DISSO, MOSTRAM UM POSICIONAMENTO MAIS SUBJETIVO, MAS, NEM SEMPRE, APAIXONADO. ( A DISSERTAÇÃO, AINDA QUE GUARDE ALGUMA SUBJETIVIDADE, MOSTRA-SE OBJETIVA, QUER, PRETENDE SER OBJETIVA,DAÍ O USO DA 3A PESSOA).
REPARE COMO O EDITORIAL DA FOLHA (1) TEM A MARCA DE UMA (S) PESSOA. FICA CLARO QUE O JORNAL ESTÁ PREOCUPADO COM OS RUMOS DA ECONOMIA CHINESA ( O BRASIL DEPENDE DELA PARA VENDER SUAS COMMODITIES).
O TEXTO(2)APRESENTA FATOS, ANÁLISE CURTA E É MAIS DIRETO NA TESE DE QUE É O COMPONENTE SOCIOECONÔMICO O RESPONSÁVEL PELA ONDA DE ATAQUES EM LONDRES. REPARE QUE SE MOSTRAM OUTRAS CAUSAS, O QUE SIGNIFICA ATÉ! UMA ANÁLISE MAIS ABRANGENTE ( MAS NEM TANTO!)
MAIS: POR QUE EDITORIAIS NÃO SÃO ARTIGOS?
PORQUE NÃO ANALISAM TÃO DETALHADO UM FATO. A ARGUMENTAÇÃO É DIRETA, INSTANTÂNEA, ''DE PRONTO'. QUER CONVENCER O LEITOR, MAS FAZ ISSO, DE FORMA CABAL, SEM A NECESSIDADE DE UM JOGO ARGUMENTATIVO MAIS ELABORADO.
OBSERVE BEM O TÍTULO. É BEM ENGENHOSO, ALIÁS, OBSERVÁ-LO DÁ UMA BOA MOSTRA DE COMO FAZER TÍTULOS SUGESTIVOS.
Editoriais

editoriais@uol.com.brEsfinge chinesa

Apesar da crise global, nação asiática mantém crescimento notável; à frente, demanda por commodities pode cair e afetar exportações do Brasil

Em meio à insegurança que tomou conta dos mercados financeiros na última semana, passou quase despercebida a divulgação dos dados recentes de atividade econômica e inflação na China.
Tendo em vista a quase estagnação das economias ocidentais, o mundo depende cada vez mais da manutenção de bom desempenho da economia chinesa para evitar um cenário de recessão.
Quase que alheia ao que se passa nos EUA e na Europa, a trajetória da China desde o início do ano se mantém a mesma -uma lenta desaceleração do crescimento para o ritmo desejado pelo governo, mais próximo de 8% ao ano.
A inflação, por sua vez, continua em alta. Atingiu o pico do ano em julho: 6,5%. É uma taxa preocupante, mas há sinais de que cairá sensivelmente no segundo semestre. Tal como no Brasil, o pior período de aumento no preço das matérias-primas terá passado, e o crescimento mais contido já reduz as pressões internas.
Desde o fim de 2010, sob ameaça de superaquecimento da economia, as autoridades chinesas encetavam uma campanha de aumento de juros e restrições na liquidez, cujo final parece avizinhar-se. Nesse caso, a China pode bem revelar-se um reduto de estabilidade nos próximos meses.
No prazo mais longo, contudo, há preocupação com a capacidade chinesa de sustentar altas taxas de crescimento. O risco advém, principalmente, do elevado peso do investimento no PIB, da ordem de 50%, taxa muito acima da de qualquer outro país. A contrapartida é uma taxa de consumo de 35%, a menor do mundo.
Tal investimento, parte dele com rentabilidade duvidosa, se financia com empréstimos bancários. Assim, o perigo é que as dívidas se mostrem impagáveis.
Os bancos são do governo, que pode mobilizar a enorme poupança interna para cobrir rombos. Não se antevê uma crise bancária, mas tampouco se exclui forte redução dos investimentos em alguns anos, com desaceleração mais acentuada da economia.
O desafio chinês -incentivar o consumo e conter o investimento- é oposto ao brasileiro. Como fazer isso, sem que a economia perca impulso, é a incógnita. Pode ser que o crescimento chinês, em uma década, caia a 5% ou 6%.
Para o Brasil, a ameaça é clara: o apetite chinês por commodities perder ímpeto. Permanecerá, porém, a competição acirrada na manufatura, para a qual estamos mal aparelhados.
A tendência não é animadora: o boom de commodities, ao valorizar o câmbio e concentrar investimentos, dificulta ao Brasil oferecer produtos e serviços de qualidade àquele que será, em breve, o maior consumidor do mundo.


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Editoriais

editoriais@uol.com.brReino desunido

A explosão de violência em várias cidades britânicas, deflagrada após a morte de um homem pela polícia na periferia de Londres, põe o primeiro-ministro David Cameron na berlinda mais uma vez.
Depois de eleito, em 2010, Cameron nomeou assessor um dos principais envolvidos no caso de escutas ilegais do jornal tabloide "News of the World". A revelação da extensão dos malfeitos, no mês passado, causou o fechamento do jornal e levou a crise ao nº 10 de Downing Street, sede do governo.
Agora o premiê, assim como a polícia, demorou a se dar conta de que uma manifestação contra a alegada violência policial degenerava numa espiral de saques, incêndios e vandalismo. Cameron cancelou suas férias e voltou ao Reino Unido só na terça-feira, quando os quebra-quebras já ultrapassavam os limites da capital.
A origem dos distúrbios, os piores em 30 anos, ainda não está clara. A resposta deve estar numa combinação -com proporções desconhecidas- de fatores como gangues de vândalos e criminosos, exclusão social, tensões entre grupos étnicos e efeitos dos cortes de gastos sociais do governo.
O componente racial parece menos saliente que em distúrbios anteriores, como os do bairro londrino de Brixton em 1981, quando os protagonistas eram predominantemente negros. Da violência atual participam tanto brancos quanto negros e asiáticos.
Subjaz, sem dúvida, um componente socioeconômico. O Reino Unido foi um dos países mais atingidos pela crise de 2008. Teve a maior recessão em três décadas e um recuo de 4,9% do PIB em 2009; o último trimestre de 2010 registrou retração e, neste ano, a previsão de crescimento foi rebaixada de 1,8% ao ano para 1,4%.
O desemprego entre os jovens, quase sempre os atingidos com mais severidade, passa de 25%.
Cameron elegeu-se como um conservador moderno, com uma proposta de "Grande Sociedade" que previa menos intervenção estatal na vida das pessoas e mais engajamento das comunidades.
Diante dos tumultos, anunciou medidas extremas para o contexto britânico, como uso de balas de borracha e possíveis restrições às redes sociais para impedir mobilizações. Definiu o combate a gangues como prioridade e disse que a "falsa preocupação com direitos humanos" não vai impedir que se levem criminosos à Justiça.
O público britânico deve apoiar tal endurecimento, pois há grande consenso contra o vandalismo. Sem perspectiva real de melhora nas condições sociais, todavia, Cameron enfrentará dificuldades para recompor o capital político.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1208201102.htm

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