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sábado, 30 de julho de 2011

Você concorda com a afirmação (a de Ruy Castro) de que o homem não mudou, apesar da Contracultura? Escreva seu texto dissertativo.


RIO DE JANEIRO - Theodore Roszak, o inventor da palavra "contracultura", morreu outro dia na Califórnia, aos 77 anos. Era um historiador, um observador social, um pensador multidisciplinar. Mas só será lembrado por seu livro de 1968, "A Contracultura", em que cunhou a expressão e tentou dar um sentido a tudo que envolvia a juventude naquela época.
O que não era pouco. De repente, milhões de rapazes e moças em toda parte se levantaram contra o "sistema" -leia-se o governo, os políticos, a Guerra do Vietnã, as ditaduras militares, os professores, a autoridade em geral, a moral estabelecida, a sociedade de consumo, a arte "bem-feita", o barbeiro do bairro, os maiores de 30 anos ou, à falta de melhor, papai e mamãe. Mas não significava que todos protestassem contra as mesmas coisas.
A contracultura foi a passagem do primado da razão (que levou uma parte ultrapolitizada da juventude a lutar contra as ditaduras, as desigualdades sociais, o sistema universitário, a censura etc.) ao primado da não razão (que fez com que outra parte preferisse "cair fora" das cidades e ir queimar fumo, tomar ácido, fazer filhos, plantar coquinhos, catar piolhos e ouvir Jimi Hendrix no meio do mato).
Durante algum tempo, pareceu que a segunda facção -a dos hippies, drop-outs, psicodélicos, místicos, ocultistas e alienados em geral- iria prevalecer. Prometia-se um novo homem, sem os velhos defeitos. Até que, naturalmente, o "sistema" absorveu esse antirracionalismo, converteu-o em produtos e serviços, e o pôs à venda. A contracultura se tornou a nova cultura, e tão careta quanto.
Roszak nunca aceitou bem essa conclusão. Para ele, os ecos da contracultura estão entre nós até hoje -na informalidade ao vestir, na comida mais saudável, na ecologia, nos direitos humanos. Tudo bem. Mas o novo homem não veio, só mudaram os defeitos.
Contra papai e mamãe. RUY CASTRO. Folha de São Paulo. 18/7/11


Sobre a contracultura. Se quiser saber mais , conheça o blog ( muito bom)

CONTRACULTURA: O que é, Como se faz

Por: Andressa Mayara, Kamylla Katy, Laura de Paula, Mariza Fernandes, Serena Veloso e Vanessa Brandão.
CONVITE A UMA VIAGEM HISTÓRICA

A contracultura foi um grande movimento que floresceu na década de 1960. Marcou o mundo, introduziu-se na história e influenciou gerações. Não foi mero capricho de uma juventude rebelde. Foi mais que isso. Ela nasceu do desejo de mudar o mundo. A diferença é que esses jovens partiram para a ação. E lutaram de forma pacífica por seus objetivos. Não conseguiram modificar a realidade. Porém, transformaram mentalidades...

É sem dúvida, um movimento sociológico. Sociológico, porque trata de sociedade. Porque é um movimento revolucionário. Porque envolve valores e ideais. Porque é realizado por indivíduos sociais. Porque é um fenômeno social, uma revolução social.

Procuramos não somente definir o que é contracultura. Embarcamos nos movimentos que a compuseram. Convidamos você, caro internauta, a navegar conosco nestas páginas. Avisamos de antemão, que a paciência é bem-vinda nesta viagem. Afinal, as particularidades merecem destaque, por isso a extensão do trabalho.

Vale a pena uma leitura atenta. Rock, hippies, tropicalismo, o “ano que nunca acabou”, os beatniks, punks, cultura underground, Woodstock e Altamont são atrativos desta turnê pela história.

Para embarcar, deixe valores próprios e sua concepção de mundo. Liberte-se de preconceitos e não seja etnocêntrico. Vá de mente aberta e não leve bagagem. Estamos à sua espera. Podemos começar?
______________________

“Num mundo mecânico e despersonalizado, o homem tem uma sensação indefinível de perda; uma sensação de que a vida se tornou empobrecida, de que os homens estão de certa forma ‘desenraizados e deserdados’, de que a sociedade e a natureza humana foram igualmente atomizadas, e assim mutiladas, e, sobretudo de que os homens foram separados do que quer que possa dar sentido a seus trabalhos e suas vidas.”

(TAYLOR, Charles; JOSEPHSON, Eric; JOSEPHSON, Mary. Man Alone. Dell Publishing, 1962. p. 11.)

Aqui, fotos e muito mais.

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