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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mãe, a tirana universal e outros.


Por estes dias nos EUA, numa conversa na mesa de jantar de uma ansiosa família de classe média (aqui quase todo mundo se diz de classe média), Amy Chua é um nome familiar. Perdão, seu nome de guerra é familiar. Ela é a mãe tigresa. O debate sobre a necessidade de criar os filhos na linha dura ou na base de um autoritário modo asiático ronda na televisão, na Internet e está na capa de revistas, como esta da Time, na foto acima. O livro de Amy Chua, Battle Hymn of the Tiger Mother(O Hino de Guerra da Mãe Tigre), é best-seller, mas o que desfechou o debate foi um trecho publicado no Wall Street Journal com o título sensacionalista Porque as Mães Chinesas São Superioras.
A palavra “chinesa” ajuda a explicar tanto frenesi. Ninguém daria tanta importância se a tese fosse sobre a superioridade, digamos, da mãe dinamarquesa ou mesmo da japonesa. Na expressão da revista The New Yorker, existe um subtexto geopolítico no debate. A ansiedade não está apenas na família, ou seja, como educar os filhos para uma vida competitiva, mas também na rivalidade dos EUA com o tigre chinês. A mensagem de Amy Chua parece ser também contra o anacronismo ocidental, embora ela seja americana. É a hora e a vez deste eficiente modelo autoritário chinês (Estado sabe-tudo, mamãe-sabe tudo), com regras draconianas para se preparar, tanto na competição planetária, como na vida pessoal.
Para quem não sabe, estas são as linhas gerais: Amy Chua, 48 anos, filha de imigrantes chineses criados nas Filipinas, é altamente bem sucedida. Estudou em Harvard, é professora de Direito em Yale e casada com outro professor de Yale (que não é chinês e nem do Extremo Oriente, mas judeu americano). Amy é uma extremada, que agora recebe até ameaças de morte.
No livro, há relatos de como ela inferniza a vida das duas filhas para serem nota 10 (como a mãe). Foram criadas sob regras que alguns mais histéricos dizem equivaler a abuso infantil. As garotas devem ser  primeiro lugar em tudo (não apenas na escola), agir com perfeccionismo até para escrever um cartão de feliz aniversário e ter uma vida de quartel: nada de televisão, vida social ou dormir na casa das amigas, além de tocar piano e violino com padrão Carnegie Hall (a filha Sophia chegou lá). Quando as meninas não correspondem às altas expectativas, castigos e chacotas da mãe tigresa.
As regras de Amy Chua não são apenas extremadas, mas caricaturais. Ela mesmo nas entrevistas desconversa, dizendo que seu livro tem um tom irônico e autodepreciativo. Mas não dá esta impressão. Amy Chua soa insana. Pois bem, existem os excessos, mas creio que o livro chegou em boa hora. A sociedade americana precisa de um puxão de orelhas.
Não estamos falando apenas destas questões como declínio econômico, o avanço de um modelo de capitalismo autoritário chinês e a crise educacional, mas de uma complacência generalizada. Não basta rebater os argumentos e o método de Amy Chua com a ladainha de que nos EUA tudo vai dar certo porque este país é movido à inovação e criatividade.  Sempre aparece um Mark Zuckerberg (Facebook), que nem terminou Harvard, como o Bill Gates.
Alguns rugidos da mãe tigresa são benéficos. É precisa forçar mais os filhos, herdeiros menos privilegiados de uma sociedade que vai exigir cada vez mais sacrifícios. A vida, de fato, está mais dura, inclusive para setores mais privilegiados (como os do universo de Amy Chua). Portanto, é preciso se preparar com mais rigor, dar menos moleza para os filhos e explorar mais a fundo o potencial e a capacidade da criançada para tolerar dissabores.
Amy Chua expressa desprezo pelos “pais ocidentais” molengas. Isto que é crise de identidade. O que ela pensa ser? Será que gostaria de ser professora na Universidade de Pequim e não Yale? Amy Chua irrita com esta atitude maximalista e maniqueísta, além do seu narcisismo de querer filhas como ela. Precisamos também escutar os filhos e impedir que sejam robotizados. Mas alguns pontos para a tigresa: chega de investir tanto na autoestima, negligenciando algumas verdades sobre a vida. Sem fazer muito sociologia, mas também correndo o risco de ser banal no exemplo, realmente incomoda esta mania de dar troféu para qualquer criança. Só porque ela jogou? É preciso exigir mais e guardar elogios para ocasiões especiais. Chega do infame *good job”! Um filho que arruma a cama, faz um bom trabalho? Não deveria passar de trabalho obrigatório.
Claro que é difícil aguentar o rojão. Haja coração, Nem a Amy Chua é robô chinês. Na sua narrativa, o clímax do livro acontece num restaurante em Moscou quando Lulu, a filha de 13 anos, tem um chilique: “Eu odeio violino. Eu odeio minha vida. Eu te odeio. Eu odeio esta famila”. A menina joga o copo de água no chão. A mãe tigresa amolece e dá permissão para a filha largar o violino e jogar tênis. Sophia, a mais velha, tem namorado. Não dá para ser mãe tigresa permanente. O mesmo vale para a China: autoritarismo permanente não vai funcionar.
Quanto a mim, estou longe de ser um pai tigre. Estou mais para pai coruja. E vou abusar do meu poder neste espaço e, nepotista, dar uma colher-de-chá para minha filha Ana publicar no texto abaixo suas impressões sobre esta celeuma já global.
Revista Veja
“O tigre, símbolo vivo de força e poder, costuma inspirar medo e respeito”. É assim que a sino-americana Amy Chua introduz seu método de ensino e educação no livro Battle hymn of the tiger mother (Hino de batalha de uma mãe tigre), lançado no dia 11 de janeiro nos EUA. Um livro que deixou mães e pais norte-americanos em polvorosa após o Wall Street Journal ter lançado um artigo da autora, expondo em detalhes seus métodos rígidos e uma crítica ao jeito de educar das famílias ocidentais. Professora de direito da universidade norte-americana Yale, Amy conta como criou as duas filhas, Sophia, de 18 anos, e Louisa, de 14, com disciplina, muita disciplina e mais disciplina ainda.
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Na casa dos Chua, as regras são rígidas e bem delimitadas:
1. As tarefas da escola vêm sempre em primeiro lugar2. 9 é uma nota ruim3. Seus filhos precisam estar dois anos à frente de seus colegas de classe em matemática4. Não se deve nunca elogiar seu filho em público5. Se o seu filho alguma vez discordar do professor ou do treinador, você deve sempre ficar do lado do treinador ou do professor6. As únicas atividades que você deve permitir que seu filho faça são aquelas pelas quais ele pode eventualmente ganhar uma medalha7. Essa medalha deve ser de ouro
Parece exagero? Não para uma mãe chinesa como Amy Chua que acredita acima de tudo na tradição. “Como filha mais velha de imigrantes chineses, não tenho tempo para improvisar e fazer minhas próprias regras. Tenho um nome de família para defender e pais para orgulhar. Gosto de objetivos claros e formas claras de medir o sucesso”, escreve. Ao controlar os horários dos filhos, as atividades que eles vão realizar (é ela que escolhe, nunca as crianças), fazer cobranças duras e exigir sempre o melhor, Amy pretende garantir que nada saia do planejado e que seus filhos estejam preparados para superar os desafios da vida.
A favor de Amy, estão os conhecidos resultados da educação asiática pelo mundo, com gênios prodígios da matemática e músicos de sucesso aos 5 anos de idade. Mas será que ser um violinista prestigiado internacionalmente ou ganhar o primeiro lugar nas Olimpíadas de Matemática da escola é o mais importante para uma criança? “São critérios muito objetivos para lidar com algo tão subjetivo quanto o ser humano. Existem fatores que não são contemplados neste modelo de recompensa. Ele premia quem executa algo bem e isso só pode ser atingido com a prática. Mas quem é bom no que faz nem sempre é necessariamente feliz”, afirma Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP).
No livro, ela também expõe as dificuldades, principalmente com a filha mais nova, a única que realmente questiona os métodos da mãe. Certa vez, Amy disse que deixaria Lulu (a Louisa) sem festa de aniversário, sem bonecas, sem comida e sem ir ao banheiro até que ela conseguisse tocar com perfeição uma música difícil no piano. A prática diária do piano e do violino sempre veio em primeiro lugar, mesmo nas férias, finais de semana e viagens em família. Mas foi a filha mais velha, que tomou as dores da mãe e escreveu uma carta ao jornal para defendê-la de mais de milhares de críticas em forma de comentários de leitores, artigos e reportagens. Veja a tradução no post “Filha defende mãe-tigre das críticas” do blog 7×7, da revista Época.
Se nós estranhamos tanto a conduta de Amy, em parte deve-se ao abismo que existe entre as crenças dos ocidentais e orientais. E Amy aponta essas diferenças: “Pais ocidentais tentam respeitar a individualidade das crianças, encorajando-as a buscar suas paixões verdadeiras, apoiando suas escolhas e proporcionando reforços positivo e um ambiente estimulante. Em contraste, os chineses acreditam que a melhor forma de proteger seus filhos é preparando-os para o futuro, fazendo-os ver do que são capazes e armando-os com habilidades, hábitos de trabalho e confiança interna que ninguém jamais poderá tirar.”
Para ela a sua conduta não é ofensiva, na verdade é tudo muito natural. “Precisamos respeitar o que ela escreve, porque faz parte de sua cultura e tradição. Não há dúvidas de que ela ama as filhas e se dedica muito ao que acredita ser o melhor para elas. O problema é que às vezes queremos fazer o bem, mas acabamos fazendo o mal”, afirma a psicóloga Rita Calegari. A própria mãe tigre, em seu livro, reflete sobre o que poderia ter feito diferente, confessando em alguns trechos que às vezes se arrepende por ter sido tão dura com as filhas. Mas garante que, com suas cobranças, está apostando e acreditando no potencial das filhas.
Enquanto isso, os ocidentais realmente vivem uma crise por serem permissivos demais na educação dos filhos. Olhando de fora para os dois modelos de educação, pode ser que os orientais foquem demais o dever, e os ocidentais, o prazer. O ideal, no entanto, seria sempre buscar o equilíbrio. “O fato é que os ocidentais podem e devem aprender a ser mais duros e disciplinadores. Por outro lado, não podemos ser tão radicais. É bom sempre avaliar se estamos muito críticos ou flexíveis demais”, diz Rita.

5 coisas de Amy Chua para você refletir
- Acredite no potencial do seu filho: Não desista quando ele fracassar na primeira tentativa. Para ela, os pais ocidentais cobram pouco dos filhos por medo de abalar sua autoestima e porque, secretamente, não conseguem lidar com o sentimento de decepção quando seus filhos não correspondem às suas expectativas.
- Se envolva mais nas atividades dele: A mãe tigre se dedica quase integralmente aos filhos, acompanhando todas as suas atividades e o desempenho em cada uma delas.
- Tenha convicções quanto à educação do seu filho: Apesar de ter feito uma escolha de modelo parental polêmica, Amy Chua é verdadeira e acredita plenamente no que está fazendo. Ela está segura, e, portanto, passa segurança para as filhas.
- Cobre mais disciplina: Para a mãe tigre, a prática repetida leva à excelência – e por isso as crianças chinesas são tão boas em matemática e instrumentos musicais. Ela acredita que os pais ocidentais são muito tolerantes com relação ao treinamento.
- Sinta-se no direito de cobrar reconhecimento: para Amy, os filhos devem tudo aos pais, que se sacrificam e fazem de tudo por eles.
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Nem Deus consegue tanta influência sobre a vida das pessoas quanto a mãe de cada um. Claro que não estou me referindo somente à mãe presença física, mas as matronas são muito mais poderosas do que se possa imaginar. Não sei nem se já sabemos ou conhecemos tudo sobre o poder de manipular, controlar e dirigir nossas vidas, dessas senhoras tiranas.
Se não me engano, quem logrou maior êxito na pesquisa e estudo da influência da “mãe” em nossas vidas foi Sigmund Freud. Ele sistematizou nosso arcabouço psicológico em três compartimentos, o ego (o nosso consciente), o superego (o nosso sensor geral) e o id (o HD interno burro e não acessível por meios voluntários, onde são armazenados nossos dados).Além disso Freud, criativo como só, formulou o Complexo de Édipo, entre outras boas sacadas, durante sua navegação pela terra. Depois que todo mundo percebeu a pouca utilidade desse saber pois, não sei se por sentimento de culpa ou influência de sua mãe interior, Freud não foi capaz de elaborar um antidoto ou um antivírus contra esse malware indestrutível e destruidor da felicidade de todos nós, então o simpático e sacana velhinho caiu em certo esquecimento.
Freud utilizou-se da narrativa de Sófocles “Édipo Rei” para criar a metáfora com a qual explicou o fenômeno. Gostou do método e foi em frente, identificando o seu complexo nas principais histórias conhecidas, como em “Hamlet de Shakespeare e Os Irmãos Karamazov de Dostoievski, considerando o aforisma: A Arte reflete a vida”, acho. Imagino que o bom velhinho estava nos mostrando, por esses meios, como identificar a presença de nossas queridas mãezinhas internas em todas as tragédias humanas, não só nas de Sófocles, Shakespeare, Dostoievski, etc., mas nas de todos nós.
Não foi por muito tempo, logo apareceu outro senhor, esse muito mais astuto, falo de Jacques Lacan que estudou a obra de Freud e tratou de levantar a bola toda, novamente. Em nossos dias, identificamos o dedo de Lacan no trabalho dos mais importantes pensadores, inclusive entre os teólogos. Posso citar um exemplo interessante, o pastor e teólogo canadense Eugene Peterson reconhece sua influência advinda de Jacques Ellul (Anarquia e Cristianismo), filósofo e teólogo francês, absolutamente laconiano. A partir de Peterson, encontraremos todos os teólogos merecedores de algum respeito, indiretamente influenciados por Lacan e Freud, se não me engano.
Entre os pensadores mais respeitados de nossa época medíocre está Slavoj Zizek, a quem o Rondinelliimprudentemente e exageradamente me comparou, dia desses, elevando meu ego aos píncaros para horror do meu superego, ou mais propriamente, da minha mãe, como quer o Zizek e euzinho também. Talvez sejamos parecidos por hostilizarmos todos os Ps idiotizantes da nossa sociedade (Pais, Professores, pastores, padres, Psicólogos, políticos e Philosofers), fora os outros. Este senhor, tirando seus tics nervosos, laconiano até a raiz dos cabelos, amante do cinema o qual considera a maior das artes, além de identificar a grande tirana do universo permeando a melhor literatura, o faz brilhantemente analisando as melhores produções cinematográficas, onde essas senhoras inescrupulosas deitam em rolam nas mentes, e as vezes fisicamente, caso do filme A Sogra, que contou com interpretação magnifica da não menos magnifica Jane Fonda. Veja o vídeo da entrevista que ele concedeu ao repórter Jorge Pontual, outro perdido no superego global.
Esses caras sabidões e outros tantos, na verdade, abrem um imenso e incalculável caminho para nós. Se olharmos com um pouco mais de cuidado e menos preguiça, a grande tirana da humanidade está presente, e de forma determinante em quase tudo que acontece com a raça humana. Uma das áreas mais impregnadas da influência nefasta dela é a religiosa.
Quase todas as religiões destilam seus rosários a partir das exigências psicológicas da grande senhora, a começar da Igreja Católica, que simplesmente cumpre o papel ridículo de canoniza-la elevando-a aos píncaros. De quebra, os católicos fazem questão de dar a cada pais a sua tirana particular. Nós temos a Nossa Senhora Aparecida, os portugueses a Nossa Senhora de Fátima, os mexicanos a Nossa Senhora de Guadalupe, os italianos a Nossa Senhora Achiropita e assim por diante, e todos os países de maioria católica devem ter sua santa padroeira, todas representando ninguém menos que a mãe de Jesus, a tirana das tiranas. Jesus não poderia ter tido fim pior, também… com uma mãe dessas. Lembra dela com o jarro de vinho vazio nas mãos e com aquela cara de superego determinando ao filho que fizesse logo um milagre básico, como quem chupa uma bala ou troca de camisa? Pior é que ele reclamou e fez, como qualquer um de nós faria. Ninguém ousa contestar a santa mãe, a de Jesus e muito menos a nossa própria. A sua religião e a minha só servem para aumentar o tamanho e o peso dessa horrorosa mãe interna que carregamos pela vida e que um dia, nos matará. Acho que é isso que me prende em uma Gruta, também.
As outras religiões não são menos edipianas. Quase sempre, criam um deus mãe, sempre nos controlando e ditando regras e leis. O Deus cristão, católico ou protestante, é uma grande mãe universal, a começar da criação do mundo, uma espécie de parto do universo. Mas a culpa não é dele, mas dos teólogos que escreveram seus dogmas sob a influência nefasta de suas mães internas.
As novelas, as minisséries, as séries, os esportes, a música, a pintura, escultura, a política, enfim, tudo está nas mãos da grande mãe. Ou você acha que é por acaso que a humanidade vai materializando esse fato? Vejam como, cada vez mais, colocamos mulheres no comando das nações, das empresas e até dos times de futebol mais queridos. Claro que essas atitudes são bisonhas. As mulheres também são vitimas do complexo freudiano. Ela não é privilégio dos homens. O seriado que gosto mais, me identifico e assisto, hoje é o Two and a half man, onde a metáfora edipiana de Freud é explorada deliciosamente com humor dos melhores. Além de explicar a situação psicológica dos três personagens principais, ainda diagnostica a doença mental do ator Charlie Sheen, o melhor deles.
A grande tirana é uma mãe que vive em nosso superego, como quer a tese de Freud ou no nosso estado de ego Pai, como ensinou Eric Berne, aliás, o meu preferido. Ela é a somatória das exigências da nossa mãe biológica mais todas as outras influências e maternais e/ou paternais que se somam em nosso interior. Nenhum desses caras citados foi capaz de receitar um remédio que nos livrasse dela. Ledo engano cometem os caras que saem matando suas mães em tentativas patéticas de matar sua mãe interior. Isso é impossível. Aliás, creio que o complexo de Édipo está presente em quase todas, se não todas, as notícias trágicas que enxovalham nossas queridas TVs e Internet.
Agora mesmo, recebi a notícia da morte da Amy Winehouse e todo mundo afirmando que ela foi vítima das drogas. As drogas são só o agente, mas quem mata é a mãe interior, quando ela torna-se insuportável.
Espero que as mamães leitoras não tomem esse post como pessoal, pois estou falando da figura brilhantemente idealizada por Freud, embora as mães reais tenham participação única, com a ressalva de ser atitude inconsciente, geralmente. O vínculo que temos com nossa mãe genitora é do tamanho do universo ou maior. As interferências delas, quando acontece, são péssimas mas não é o pior, por mais incrível que pareça.
O genoma que elas, com ajuda dos papais, nos legam devem trazer a cota de sofrimento nosso de todos os nossos dias de vida e eles acontecem em forma de sentimentos. Ainda tenros, começamos a odiar nossos papais por ciúme dos privilégios deles com as mamães, depois nossos irmãos, o padre, pastor, o vizinho amante, etc. Para mim, e para a grande psicoterapeuta discípula de Freud e Jung, Karen Horney, o complexo de Édipo também está na raiz no homossexualismo.
Era só um ideia e acabei me estendendo tanto. O fato é que se trata do assunto mais importante de nossas vidas e não sei se completo ele caberia na Internet, quanto mais em um despretensioso post. Você pode dar sua contribuição e quantos desejarem. Nesse mar, tem espaço para infinitos copos de água. Certo? Aliás, esse é o tipo do post que sofrerá mudanças, cada vez que for lido. Tenho certeza disso.

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