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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Liberdade e autonomia na era tecnológica + O AI5 digital


A ressurreição
No início do mês de outubro, enquanto boa parcela da sociedade e do Congresso se voltava à campanha eleitoral e aos resultados das eleições estaduais e federal, o Projeto de Lei (PL) 84/99, de autoria do senador Eduardo Azeredo, embora não tenha sido aprovado em qualquer Comissão da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável em duas delas – a de Segurança Pública e a de Constituição e Justiça.
Com isso, caso o Projeto seja aprovado nessas duas comissões, estará pronto para ir ao plenário e, se deputados federais assim decidirem, ele pode se tornar lei.
O projeto







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Só há uma coisa capaz de justificar o temor de muitos diante do progresso tecnológico e o constante pesadelo ficcional: a suspeita de uma retomada do autoritarismo. Depois de experimentar e amar a liberdade, o espírito humano é permanentemente atormentado pelo fantasma da ausência dela.


O advento das novas tecnologias da comunicação, especialmente da internet, acirra o debate entre liberdade e controle, humanidades e ciências técnicas, democracia e autoritarismo, homem e máquina. Por quê?

O computador trabalha à semelhança de nossa mente. Essa identificação entre computador e mente humana responde pelo impulso criativo tão evidente nessa era tecnológica. David Gelernter, no livro A Beleza das Máquinas, afirma que a estética é o cerne da tecnologia. "A beleza impulsiona a revolução dos computadores" e "a aspiração à beleza e à elegância forneceu as bases para as descobertas mais importantes da história da comunicação".

A idéia do computador como projeção da mente apóia-se em conceitos do célebre artigo "As We May Think", escrito por Vanevar Bush, que enunciou pela primeira vez a noção do hipertexto, em 1945. Matemático e físico, ele argumenta que a maior parte dos sistemas de indexação e organização de informações em uso na comunidade científica era, então, artificial.

Nesses sistemas, a classificação e a disponibilização são feitas de forma basicamente hierárquica, por classes e subclasses, em ordenações lineares. Bush afirmou que a mente humana não funciona desta forma, mas sim, por meio de associações não-lineares. "Ela pula de uma representação para outra ao longo de uma rede intrincada, desenha trilhas que se bifurcam."

Para criar as condições de disponibilização de informação ajustada ao funcionamento da mente seria preciso desenvolver um "imenso reservatório multimídia de documentos, abrangendo ao mesmo tempo imagens, sons e textos" (citado pelo filósofo Pierre Lévy, em As Tecnologias da Inteligência: O Futuro do Pensamento na Era da Informática).

Ainda segundo Lévy, o termo "hipertexto" propriamente dito, porém, veio mais tarde, no início dos anos 1960, quando Theodore Nelson o inventou para exprimir "a idéia de escrita/leitura não-linear em um sistema de informática". Nelson passou a perseguir o sonho de uma imensa rede acessível em tempo real contendo todos os tesouros literários e científicos do mundo, uma espécie de Biblioteca de Alexandria, o que na época ele chamou de Xanadu.

A rede mundial de computadores atendeu à demanda enunciada por Bush e Nelson. Ela é o meio mais popular do conjunto que se tem chamado de novas tecnologias da comunicação. Esses novos meios revolucionam a comunicação e a técnica de modo geral, em diversos aspectos, mas especialmente no sentido de liquidar, segundo alguns, com o que se denominava cultura de massa.

Alvin Toffler é um dos mais enfáticos celebradores dessa pretendida revolução. No livro A Terceira Onda, ele garante que o modelo de mídia massificado e padronizador chegou ao fim. Os meios de comunicação de massa padronizavam comportamentos, valores e conceitos, especialmente segundo os valores americanos, reproduzidos artisticamente em Hollywood. Eles criavam ícones de valores culturais, religiosos e políticos universais.

Segundo Toffler, "fantasias produzidas centralmente, injetadas na 'mente da massa' pelos meios de comunicação, ajudaram a produzir a padronização do comportamento exigida pelo sistema de produção industrial". No entanto, a terceira onda, a revolução tecnológica, alterou esse regime.

As novas tecnologias da comunicação favoreceram a noção de aceleração da história. Para Wiltold Rybczynsk, em artigo publicado por O Estado de S. Paulo, elas impõem um ritmo acelerado de mudança, sendo este o maior legado de Henry Ford e da era que ele iniciou. 

Denominando as novas tecnologias como "sistema nervoso da sociedade contemporânea", August Grant endossa a força delas sobre os seres humanos e seus costumes. "Qualquer mudança nas tecnologias da comunicação tem potencial para profundos impactos virtualmente sobre todas as áreas da sociedade" ("The umbrella perspective on communication technology", publicado em Communication Technology Update).

Tal é o potencial de transformações das novas tecnologias da comunicação que o advento da internet tornou Marshall McLuhan, recentemente, mais relevante do que nunca. A visão de McLuhan é positiva. Para ele, os meios baseados na imagem e no som levariam os seres humanos a retomar a tradição e a linguagem oral, o que seria um fenômeno essencial para a unidade humana e a formação da aldeia global. Empolgado, ele "compara essa unificação mística da humanidade ao Pentecostes cristão".

A interatividade e o papel ativo do consumidor da mídia são peças-chave nesse contexto. Toffler diz que milhares de pessoas estão aprendendo a brincar com o televisor, falar e interagir com ele. Estão mudando de receptores passivos para transmissores de mensagem igualmente.

Com base nessa manipulação do aparelho, ele declara que a desmassificação dos meios de comunicação desmassifica igualmente as mentes. Tomadas em conjunto, essas mudanças revolucionarão a "nossa imagem do mundo e a nossa habilidade para lhe dar sentido".

Uma vez concretizada essa situação, Toffler afirma que em vez de recebermos longas e relacionadas "enfiadas" de idéias, organizadas e sintetizadas, estamos cada vez mais expostos a breves e modulares blips de informação, em forma de "anúncios, pedidos, teorias, fiapos de notícias, fragmentos truncados".

A terceira onda provoca varredura contínua dos valores pessoais. A cultura entra em processo de constante mudança. O elevado potencial de mudanças dos novos meios torna a tecnologia um artigo indispensável. Aos cidadãos da era tecnológica, não se dá o direito de optar ou não pela tecnologia.

O filósofo Michel Serres, um atípico pensador francês, afirma que o domínio do funcionamento do mundo contemporâneo implica o domínio das modernas tecnologias (entrevistado por Marta Avancini, Folha de S. Paulo, em 28/9/97).

Em artigo do mesmo veículo, (2/3/98), Paulo Feldmann diz que a atenção das pessoas atualmente não deve se concentrar em onde a tecnologia foi criada, mas no fato de que todos têm acesso a ela. Portanto, o não-uso da tecnologia pode configurar isolacionismo ou até certa superstição.

A despeito dessa realidade, o pensamento crítico acerca de como a tecnologia pode diminuir a influência da sociedade civil sobre seus governantes ou mesmo aumentar o poder de influência de quem detém o capital deve ser articulado, não à revelia da tecnologia, mas principalmente por meio dela. Para se alcançar e manter o equilíbrio do poder, na era tecnológica, a tecnologia precisa ser o instrumento de articulação e difusão do pensamento crítico e reflexivo.

Nesse sentido, a aversão aos meios ou desconexão digital voluntária em nada pode ajudar na busca da manutenção do equilíbrio de poder.
Informação, instrumento estratégico

Na era tecnológica, a informação tornou-se o negócio estratégico. Conforme Ben Bagdkian, em O Monopólio da Mídia, Mesmo o poder político e o econômico se tornaram reféns da informação.

Por isso, é necessário avaliar se, além de aumentar o fluxo e a rapidez da informação, a era tecnológica também aprofunda sua análise e se habilita o consumidor de bens simbólicos a se articular ativamente no imenso espaço informacional. É preciso avaliar ainda se o livre acesso e a qualidade hiper-real da informação não se transformaram num instrumento hipnotizador. E ainda se a alardeada desmassificação é uma realidade.

Toffler já indicou que os modelos comunicacionais da segunda e terceira onda têm efeitos diversos. Na segunda onda as informações são disponibilizadas em estruturas lineares e ideologizadas. Na terceira, a informação é disponibilizada de forma fragmentária.

Considerando que McLuhan diz que o meio é mais determinante sobre o receptor do que a própria mensagem, é possível que a informação fragmentária produza não só pensamento fragmentário, mas também certa inabilidade de estabelecer estruturas próprias de pensamento. Nesse caso, o consumidor de bens simbólicos continua exposto à manipulação, não das idéias, mas do pensamento em si.

Ainda na visão de McLuhan, os meios são a mensagem porque eles "adaptam" e "ajustam" a audiência a si mesmos. O ajustamento e a globalização do pensamento não são um novo tipo de padronização, com efeitos ainda mais abrangentes?

O fato de a galáxia de Gutenberg, como conceituada por McLuhan, ter gerado uma civilização fragmentária e diversificada como a européia em contraste com a americana, ou como as igrejas protestantes em contraste com a católica, sugere que a era tipográfica, da comunicação de massa, mostrou-se melhor adaptada ao pensamento individual e livre do que a era tecnológica, que favorece a aldeia global e a unidade.

A tecnologia fundou, segundo Toffler e muitos outros, uma "sociedade de informação", termo usado freqüentemente como sinônimo de conhecimento.

Sergio Paulo Rouanet, em artigo publicado pela Folha (24/3/02), se opõe a esta visão otimista de uma realizada "era do conhecimento". O conceito de uma sociedade do conhecimento vem funcionando, na verdade, como uma ideologia, em seu sentido mais clássico, o de um conjunto de idéias destinadas a mistificar relações reais, a serviço de um sistema de dominação.

Ele discorda do uso dos termos informação e conhecimento como sinônimos, e afirma existir uma sociedade da informação, mas não do conhecimento. No entanto, para Rouanet, uma sociedade do conhecimento não é possível sem as novas tecnologias de informação. Porém, "travestir a sociedade do conhecimento como sociedade da informação significa bloquear os caminhos para uma ação questionadora eficaz".

Para ele, toda ideologia apresenta em seu avesso uma dimensão utópica. Isso já havia demonstrado a Escola de Frankfurt. Nesse sentido, o lema de liberdade, igualdade e fraternidade é uma ideologia quando utilizado como algo já consumado por determinado poder político ou social. Mas quando utilizado como ideal se constitui numa verdadeira utopia.

Rouanet garante que a utopia, na sua definição correta, não contesta a importância da informação, mas a distingue do conhecimento. A informação, nesse caso, é um meio para se chegar ao conhecimento.

Ele alerta que o progressivo avanço tecnológico pode favorecer a ascensão de um poder ilegítimo, que seria dominado por capitalistas, cientistas e técnicos. Para conter essa força, é preciso destacar a importância da democracia e do estado de direito. Por fim, para que o conhecimento não se limite à ciência natural e à técnica, é preciso dar ênfase a outros tipos de conhecimento, como as ciências humanas, a filosofia e as humanidades.

A valorização das humanidades por si só parece uma utopia nessa era tecnológica. Michel Serres, que faz parte de uma tradição atípica da França mais afinada com o ideário americano pragmático, diz que há algum tempo começou a perder a confiança nas ciências humanas. "Tenho a impressão de que a gente não aprende muito com elas." 

Para ele, as ciências naturais e técnicas explodiram nas últimas décadas, já as ciências humanas estacionaram. Em entrevista à Marta Avancini, já citada, ele acusa Foucault e Derrida, entre outros pensadores, de se apoiarem em ciências estacionadas, e acha que a transformação do mundo passa pelas ciências exatas. 

Pensamentos como o de Serres mostram que a sociedade tecnológica pode estar rompendo com o passado e com a tradição humanística, alicerce da própria democracia e dos direitos humanos mais básicos.

A dicotomia entre era tecnológica e humanidades parece uma realidade concreta. Autores como Alvin Kernan e James Gleick sugerem que, no contexto cultural e social, a hegemonia tecnológica lança dados, restando diminuídas possibilidades de se influenciar a história, a partir de uma abordagem humanística ou livresca, pois a cultura impressa está se deteriorando de forma sistemática. Eles chegam a insinuar que um sistema educacional baseado na alfabetização "era o orgulho" das democracias ocidentais.

A importância da cultura livresca para a sociedade democrática e para as humanidades reside no fato de ela ser a depositária mais fiel desses valores. Harold Bloom afirma que a sabedoria, o tipo mais valioso de conhecimento, só pode ser encontrada nos grandes autores de literatura (citado por Chagas, no artigo "Desconectados em busca do tempo perdido", Folha - 28/1/03).

Para James Gleick, em Acelerando: A Velocidade da Vida Moderna, o Desafio de Lidar com o Tempo, são pequenas as possibilidades de as novas tecnologias manterem a tradição literária, embora disponibilizem imensas reservas de informação. A quantidade exacerbada de informação disponível é tal que simplesmente as pessoas não lêem. Falando de uma pesquisa sobre leitura na internet, ele diz que "só se passa uma vista de olhos, extraindo palavras e frases soltas".

Outra questão a ser levantada é se de fato as novas tecnologias desmassificaram a informação. Os acontecimentos posteriores ao 11 de setembro certamente questionam as declarações de exacerbado otimismo de Toffler. A intrincada rede criada pelas agências de notícias favoreceu uma padronização em nível global.

Uma nova massificação, mais sutil, ocorre por meio da concentração dos meios de comunicação e de uma agenda fortemente globalizada e comum entre os diversos meios. Nesse contexto, o consumidor dos bens culturais pode selecionar entre diferentes abordagens, canais, veículos e horários. Mas a cobertura e a ideologia foram globalizadas e padronizadas.

O escritor Ben Bagdkian, já citado, discute a centralização de poder decorrente do monopólio dos meios de comunicação. Falando do que chama de ironia social, ele diz que desde os anos 80, as sociedades comunistas viram-se forçadas a se afastar do controle centralizado da informação, ao passo que democracias desenvolvidas como os Estados Unidos, nesse mesmo período, começam a mover-se em direção ao controle centralizado de suas mídias, de uma forma mais sutil.

A maioria dos meios não é controlada por uma única pessoa, mas cada vez mais por um menor número de pessoas representantes de enormes corporações multinacionais, meia dúzia, já nos anos 1990. 

Por que as grandes corporações lutam pelo domínio da mídia? Bagdkian vê apenas dois motivos: dinheiro e influência sobre os governantes. A mídia concentra poder político porque os políticos temem a mídia. O fenômeno de governos cativos se acentua na medida em que os meios de comunicação vão sendo incorporados pela iniciativa privada, o que ocorre por inabilidade dos governos de gerirem esses meios ou por estratégias equivocadas.

Bagdkian pondera que, numa democracia, o único antídoto contra o desequilíbrio do poder governamental é o pleno acesso às informações e oportunidades reais de escolha. "O monopólio e a concentração de controle diminuem as chances reais de escolha", argumenta. Isso ocorre em função de um paradoxo. Na medida em que pequenas empresas de jornais ou televisão são incorporadas por empresas maiores, elas reduzem as equipes e o espaço dos noticiários.
Pensamento e tecnologia

Conforme Hélio Gurovitz, em artigo publicado pela Folha (28/8/94), na sua estrutura hipertextual o computador imita a maneira como cérebro trabalha com a informação. Essa, porém, é uma das atividades cerebrais no tratamento da informação que está relacionada com o pensamento criativo. Já o pensamento lógico estruturado é decorrente de uma atividade de ordenamento, hierarquia e organização de informação. Esta atividade cerebral pode estar sendo negligenciada na cultura tecnológica, dominada por fragmentos dispersos e desconexos.

O que ainda tornaria o computador limitado na estimulação do pensamento? Segundo Herb Brody, no artigo "A máquina do prazer", da revista Diálogo (v.2/1993), algo pouco notado é que muitas pessoas vêem o computador "não exatamente como uma ferramenta prática, mas como uma fonte de prazer". A essência do prazer de usar o computador parece estar na capacidade de resposta rápida da máquina. "Os computadores têm feedback instantâneo que é, intrinsecamente, gratificante - e é o que falta na maioria dos contatos humanos", diz Brody.

Nesse sentido, Edward Tenner, em artigo da mesma edição da revista, alerta para "a armadilha real" da era tecnológica. Uma vez que o meio é a mensagem, "a armadilha real não é superestimar ou subestimar a informação ou o volume de informação disponível, mas se deixar hipnotizar ou anestesiar por ela".

O próprio McLuhan define isso. Segundo ele, os meios frios (identificados com as novas tecnologias) estimulam mais de um sentido ao mesmo tempo, e esse fato está relacionado diretamente com a capacidade de controle social muito evidente nos novos meios, em detrimento dos meios quentes que ocupam um só dos sentidos, o que favorece a fragmentação e diversidade do pensamento.

Provavelmente ciente disso é que Bill Gates já disse que seus filhos teriam computadores, mas antes teriam livros.
Tecnologia e democracia americana

Outra questão a ser considerada no contexto da era tecnológica é que tipo de democracia e de liberdade os Estados Unidos, berço e sede da era tecnológica, querem para o mundo?

Contra uma maré de manifestações populares ao redor do mundo, os Estados Unidos fizeram a guerra contra o Iraque, no contexto da execução de um projeto de poder para o mundo no século XXI. George W. Bush resumiu sua campanha na frase: "Liberdade não é um presente dos EUA para outros países, é um presente de Deus para a humanidade".

Em artigo publicado pela Folha (30/3/03), Slavoj Zizek considera o que os Estados Unidos estão fazendo hoje como "exportar sua revolução para o mundo todo", sendo isso agradável ou não para o mundo. A democracia como presente de Deus, no entanto, é uma democracia de epicentro americano. É um projeto americano e seu poder operante e mantenedor é o próprio poder americano.

Um sinal de que o autoritarismo jaz no núcleo desse projeto democrático é apontado por Zizek: "O que está acontecendo agora [guerra contra o Iraque] é o passo lógico seguinte à rejeição dos EUA ao Tribunal de Haia [Tribunal Penal Internacional]", avalia.

A rejeição de uma autoridade penal internacional, capaz de julgar crimes contra a humanidade, é a evidência maior de que os Estados Unidos querem exercer um poder não-democrático sobre o restante do mundo. "Estamos no meio de uma 'revolução silenciosa', na qual as regras não-escritas, que determinam a lógica internacional mais elementar, estão mudando" declara Zizek.

James O'Toole, em artigo da revista Diálogo (v.2/1993), afirma que as novas tecnologias da comunicação não haverão de destruir as estruturas hierárquicas do poder, "mas são capazes de fazê-lo se os seres humanos optarem por aplicá-las com essa finalidade". O governo americano tem dado sinais claros de que tem essa intenção.

CONTINUE 



http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/opiniao/dquartedicao/opini%C3%A3o1.htm

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