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domingo, 7 de novembro de 2010

Lazer dos jovens na grande metrópole

FAÇA UM RESUMO DESTE TEXTO. NÃO ULTRAPASSE DEZ LINHAS.
 Bárbara Pacheco, Regilene Finamor, Érico Pereira, Renato Gil e Guilherme Latorre (6º período de jornalismo).Orientação: Profa Cleofe Sequeira
     São Paulo é a maior cidade do país e uma das maiores do mundo. São mais de dez milhões de pessoas andando para todos os lados, todas as horas do dia, e a questão que se coloca é como fazer isso de uma maneira equilibrada, que consiga agradar a todos? A pergunta é complicada e de difícil resposta. Sabemos que uma parte considerável da população é composta por jovens que usam da cidade das mais variadas maneiras, e esperam sempre tirar o maior proveito possível dela. Bares, restaurantes, cinemas, baladas, parques e nos estádios de futebol lá estão eles, conversando, namorando, e acima de tudo procurando se divertir. E desta vez a pergunta acima fica ainda mais complicada, isso porque com todas as complicações da vida em uma cidade moderna até no lazer a diversão encontra seus limites.
Fila: fenômeno comum enfrentado pelos paulistanos
     Sair, se divertir, encontrar os amigos são situações rotineiras na vida da maioria dos jovens. Bares, shows, cinemas, restaurantes e baladas são os pontos de encontro dessa moçada, mas nem tudo é tão divertido como deveria.
     Esperar se tornou comum nas noites paulistanas, ao sair em busca de diversão os jovens se deparam com situações que, muitas vezes, se tornam um tanto quanto caóticas.
     E é aí que a fila anda, ou melhor, não anda. Ela é a principal vilã no dia-a-dia dos paulistanos, e na hora da diversão não é diferente. O tempo de espera não é pouco, uma simples ida ao cinema faz com que as pessoas percam de cerca de três a quarenta minutos para comprar os ingressos. Nos bares e baladas o tempo na fila de espera tem uma média de uma hora e meia, mas quem espera mais é quem quer se alimentar, pois normalmente são mais de duas horas de espera por uma simples mesa em um bom e badalado restaurante.
     Nos programas dos paulistanos sempre há uma fila a ser encarada, em muitos lugares, ela é marca registrada. Uma pesquisa realizada pela Folha de São Paulo aponta que os lugares onde os jovens têm mais dificuldade na hora de se divertir são: no cinema (21%), nas baladas (19%), em bares (21%) e nos shows (38%).
     As filas de espera, que já são estressantes nas obrigações do dia-a-dia, fazem com que nos momentos de lazer as pessoas precisem ter um pouco mais de paciência. Foi pensando nisso que o empresário André Almada decidiu escrever um livro que dá dicas de como se comportar na noite intitulado “Regrinhas básicas de boa educação na noite”. O livro trata de situações comuns, mas desagradáveis, pois falar de etiqueta para noite pode parecer estranho, por estar associado à diversão. “É preciso discutir com bom humor as coisas que acontecem nas baladas, que são comuns nas noites paulistanas” relata o empresário.
     Durante toda a semana muitos jovens passam por momentos em que é preciso pensar na melhor forma de reagir às situações indesejáveis na hora de se divertir. A estudante Lenita Malaguti, 21, acredita que os paulistas devem estar preparados para encarar esses fatos. “Quando vou para um barzinho na Vila Madalena, por exemplo, já sei que terei de encarar ruas movimentadas e aquela fila de sempre e o mesmo se repete quando decido ir para uma balada na Vila Olímpia”, conta Lenita ao se referir aos bairros mais freqüentados pelos jovens.
     Em uma cidade como São Paulo com mais de 10 milhões de habitantes é preciso aprender a conviver e se adaptar com as ocorrências do dia-a-dia. Não existe a possibilidade de sair para se divertir em um lugar movimentado e não ter que enfrentar filas, congestionamentos e aglomerações, é necessário saber se comportar diante dessas situações para não estragar ainda mais a noite.
     Além destas chateações, ainda existe os famosos “espertinhos” que furam filas, tumultuando ainda mais os lugares. Um estudo realizado pelo Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) mostrou que os brasileiros não reagem quando alguma pessoa "fura" a fila. Em entrevista 65% relatam que tomariam alguma atitude, mas na prática não é isso que acontece.
     “É muito chato quando estamos em uma fila de balada e chegam uns espertinhos e furam a fila, mais prefiro ficar na minha e não arrumar confusão para não estragar o ‘rolê’”, contou o jovem Dalton Vilhena, 20, momentos antes de entrar em uma famosa casa noturna. O grupo de amigos que estava com Vilhena disse que saíram de casa para se divertir e não para arrumar confusão, e disse que “todos deveriam pensar dessa forma e aguardar a sua vez como a maioria faz”.
Apaixonados por futebol também precisam ter paciência
     Nos estádios de futebol também é freqüente as longas filas para assistir ao jogo, ainda mais quando se trata de um clássico.
     O caos urbano que atormenta a cidade de São Paulo também afeta os grandes eventos, tanto em partidas de futebol, quanto em shows de um modo geral. A ação de cambistas e as grandes aglomerações de filas que se formam nas bilheterias ou catracas dos estádios geram situações desagradáveis para quem quer assistir o evento.
     O estudante de jornalismo Lucas Carvalho, 22, afirma já ter passado por tipo de situação. “Sou palmeirense e ia direto ao Palestra Itália comprar ingressos. Em jogos grandes, especialmente os decisivos, eu sempre sofria com filas desorganizadas, com falta de respeito de cambistas, com guichês fechados ou com apenas um funcionando”.
     Buscando solucionar estes problemas e dar mais conforto e segurança para os torcedores e fãs que vão aos shows, foi criado em 2006, o Ajustamento de Conduta, que responsabiliza o cidadão pelo ato que ele comete em qualquer evento.
     O diretor de segurança do São Paulo Futebol Clube, Tenente José Carlos Mello, garante que está medida já melhorou o comportamento dos freqüentadores, mas ressalta que ainda não é o suficiente: “O torcedor hoje tem mais segurança, através dessa norma ele é mais respeitado. Só que ele ainda acha que tem mais direito do que dever, e é justamente isto que gera conflitos”.
 Torcedores enfrentam dificuldades nos estádios  Torcedores enfrentam dificuldades nos estádios 

     Lucas acredita que a venda pela Internet seja a principal solução para acabar com o transtorno: ”Vejo a venda pela internet como a melhor solução, de preferência com um cartão fidelidade para os torcedores, a fim de evitar a ação dos cambistas, que são o maior mal nessa venda de ingressos. A facilidade está na possibilidade de compra antecipada e de evitar filas”.
     Ainda de acordo com o Tenente Mello, se comparado com cinco ou seis anos atrás, quem for ao estádio verá que a situação melhorou em relação aos últimos anos e perceberá o empenho e dedicação da organização do evento.
     “A maioria dos estádios contam com salas de monitoramento, que durante o os eventos registram os acontecimentos e são entregues ao órgão responsável pela prática e realização da partida ou show”, finaliza o Tenente.
Ir ao cinema pode ser um transtorno para espectadores
     Nem o cinema escapa. Quem vai assistir a um filme também não consegue escapar do caos. A pesquisa do jornal Folha de São Paulo, revela que as maiores reclamações são as filas para a compra de ingressos.
     Muitos cinemas adotaram como alternativa de evitar filas, a compra de ingressos antecipados pela internet, mas ainda existem pessoas que não conseguem aderir a esse sistema. “Esse serviço já está disponível há algum tempo, mas o problema é que a maioria das pessoas ainda não se adaptou com esse tipo de serviço, muitos ainda são resistentes a esse método”, explica Camila Botelho, assessora de uma das maiores redes de cinema de São Paulo.
     Os freqüentadores também enfrentam outro problema. A falta de orientação e de informações sobre o horário das sessões e principalmente da abertura das salas, também complicam a vida. “Além de salas superlotadas, muitos funcionário não sabem lidar com a situação de tumulto no momento da entrada, isso porque as pessoas querem ficar no melhor lugar para assistir ao filme”, explica a estudante Treicy Gomes, 20.
     Mas tem gente que aprendeu com algumas situações e agora consegue assistir um filme sem precisar se preocupar, “muitas vezes as pessoas deixam para compra os ingressos minutos antes de começar o filme, o meu conselho é que comprem o ingresso antecipado para que não se tenha surpresas desagradáveis, como chegar em cima da hora e não conseguir um bom lugar. A cadeira numerada no cinema é uma experiência válida e quem pode comprar com antecedência é beneficiado”, explica a empresária Rosana Pacheco, 47.
Parque do Ibirapuera: desrespeito e má sinalização incomodam freqüentadores
     Museus, monumentos, pistas de ciclismo, de cooper, quadras de esportes, parquinhos, playgrounds, um planetário, e até uma escola de astrofísica. O Parque do Ibirapuera é de longe a mais característica área de lazer de toda a cidade de São Paulo. Um monumento à natureza que se estende por quase um milhão e seiscentos mil metros quadrados e o segundo maior parque da capital (perde apenas para o parque do Carmo). Mesmo com toda essa dimensão o parque parece pequeno diante do grande número de pessoas que o visitam todos os dias.
     Durante a semana entre trinta e setenta mil pessoas freqüentam o parque diariamente, número este que passa para cento e trinta mil pessoas durante os finais de semana. O público é formado por pessoas das mais variadas idades, mas são os jovens que mais freqüentam o parque. Estão por todos os lados, correndo, andando, pedalando, namorando, e o que mais os incomoda é a falta de respeito de muitos freqüentadores do parque. A estudante de administração Priscila Datri, 20, contou que o que mais a incomoda no parque é que quando anda de bicicleta, tanto os pedestres quanto os corredores não respeitam a ciclovia, e quando ela vai andar ou correr os ciclistas não respeitam a pista de cooper ."Assim fica difícil se divertir", afirma Priscila .
 Paulistanos lotam o Parque do Ibirapuera Paulistanos lotam o Parque do Ibirapuera


     Para o vendedor Fernando Castro, 23, a falta de respeito também é um problema. Ele disse que nunca consegue correr em linha reta. "Ou tenho que desviar de ciclistas, ou tenho que desviar de famílias inteiras que resolvem passear bem no meio da pista de cooper, como se o parque fosse pequeno".
     Não respeitar as faixas destinadas aos esportes pode causar acidentes, apesar de não existir uma estimativa oficial desta freqüência. Raramente graves, os mais comuns são torções, lesões e algumas fraturas. O paramédico Antonio Sidnei, 43, que atua em uma das ambulâncias do parque, informou que “são comuns os acidentes, porém absolutamente normais. As pessoas vêm ao parque praticar algum esporte e se machucam, mas em geral são acidentes costumeiros de quem pratica esporte, e poderiam acontecer com qualquer um em qualquer lugar".
     Já a jovem senhora D. Maria Severina, 55, que trabalha há 32 anos no Parque do Ibirapuera como ambulante, diz que o que mais prejudica os freqüentadores é a falta de informação. “As placas indicam para o lugar errado", comenta Maria. Segundo ela, a sinalização do parque não é precisa. “Os turistas se perdem seguindo as indicações e sempre perguntam como chegar a um determinado lugar. Se eu cobrasse um real de cada pessoas que me pergunta pra onde ir, estaria milionária”, brinca Maria.
     Mas a grande verdade é que de todas as formas, o Parque do Ibirapuera continua sendo uma boa pedida para quem procura diversão ao ar livre e perto da natureza. Para jovens, adultos, idosos, crianças, não importa, o parque é para todo mundo, e com o sorriso franco de todo brasileiro, fica fácil de contornar quem vem pelo caminho e se divertir bastante.

http://anhembi.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=4338&sid=261

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