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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PROPOSTA DE REDAÇÃO. ESCREVA UMA CARTA `GISELA RAO




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"Fazia muito tempo que eu não usava uma calça jeans por achar que minhas coxas estavam muito roliças. Mas este meu processo de "reforma" inclui ver meu corpo de outro jeito e ontem tomei coragem e me olhei inteirinha no espelho da sala. Em vez de sair julgando eu tive um insight: percebi que meu corpo é o melhor amigo porque está comigo o tempo todo desde que eu nasci e já viu de tudo e experimentou de tudo nessa vida. Então, hoje eu voltei a usar jeans :)
E resolvi chamar meu "body" de "buddy", que em inglês significa "companheiro, e parar de implicar com ele.
Isso me lembrou vários emalis que recebi de Vigilantes com o assunto: "A mulher da página 194". Acho que o texto é da Martha Medeiros.
auto estima
"Ela é loira e linda. Tem 30 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista Americana Glamour , ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos.. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.
Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos.
Nós que temos  conhecemos bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.
A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.
Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem Photoshop, na beira da Praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria.. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.
Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos".
Isso também me fez pensar no trabalho sensacional que a dupla inglesa - Trinny Woodall e Susannah Constantine - faz só mudando as roupas. Este livro é bárbaro e ensina a virar o jogo só percebendo alguns detalhes que valorizam mais o corpo da gente. Achei algumas páginas:
 auto estimaauto estimaauto estima
Se você anda encanada(o) com seu corpo está na hora de parar com essa pataquada que não leva a lugar nenhum. No filme "Comer, Rezar e Amar", a protagonista diz uma coisa divertida para a amiga que queria se privar de comer na Itália (porque já havia engordado 4 quilos): "Eu não vou parar de comer o que gosto, eu vou comprar um número de calça maior". E elas fizeram isso e foi muito divertido de ver.
Portanto, hoje, dê um beijinho no seu espelho ;)"
Texto de Gisela Rao, Folha de São Paulo

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