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terça-feira, 19 de outubro de 2010

O último feitiço de Harry Potter



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Chega ao fim épico do bruxo inglês que vendeu 2 milhões de exemplares no Brasil
por Ana Paula Corradini
DIVULGAÇÃO/ WARNER BROS
Às vésperas de completar 17 anos – a maioridade para os bruxos – Harry Potter tem uma missão muito mais importante que agüentar um novo professor de defesa contra as artes das trevas em Hogwarts; o mago precisa encontrar e destruir os horcruxes, objetos mágicos que contêm a alma despedaçada de Voldemort, o poderoso bruxo do mal. É assim que começa o sétimo e último volume da saga criada por J. K. Rowling, Harry Potter e as relíquias mortais (Rocco), cuja versão traduzida para o português chega às livrarias neste mês e revela um dos maiores mistérios desde o lançamento da série, em 1997: o bruxinho morre no final?

Rony e Hermione fazem de tudo para que isso não aconteça ao acompanhá-lo em sua jornada. Ao atingir a maioridade, Harry não está mais sob a proteção da casa dos Dursley, os tios que o maltrataram desde seu primeiro aniversário, quando ficou órfão. Após uma despedida agridoce e uma escapada espetacular até a casa dos Weasley, para o casamento de Fleur e Gui, irmão de Rony, Harry se vê em fuga novamente: Voldemort e os Comensais da Morte finalmente dominaram o mundo mágico, e o ministro da Magia está morto. Todos vivem em meio a uma caça às bruxas invertida: os “trouxas” – ou seja, as pessoas comuns, que não têm poderes mágicos – são perseguidos.

E parece que, para J. K. Rowling, não basta Harry Potter fazer 17 anos: a última aventura do bruxo é um verdadeiro rito de passagem para a maioridade. Ele vê a morte de perto e perde vários amigos – e personagens – queridos (mas não vamos revelar quem são), e enfrenta o desafio de visitar o túmulo dos pais pela primeira vez, em Godric’s Hollow. Em meio a fofocas da intrépida repórter Rita Skeeter em uma biografia reveladora sobre Dumbledore e conversas com velhos amigos do ex-diretor de Hogwarts, que deixou saudades no sexto livro, Harry também deixa um pouco da infância para trás ao perceber que seu grande herói e conselheiro nem sempre foi perfeito. Até o duelo final com Voldemort, o leitor finalmente saberá quais são as “relíquias da morte” do título – e que elas já estiveram mais perto do que qualquer um poderia imaginar.
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Ana Paula Corradini é editora-assistente da revista Scientific American Brasil e autora de dez livros infanto-juvenis, entre eles Almanaque de Harry Potter e outros bruxos, Vida Real, mundo virtual e Blog da Ritoca - Relacionamentos e encrencas.

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