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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Insustentável, o ótimo blog em > ensaio sobre a cegueira - breve análise

Pessoal


É fun da men tal esta leitura. Fundamental, entenderam?
Que bom que existe este blog, porque é bem melhor que o meu. E vai nos ajudar. Leia direto no link ....




ensaio sobre a cegueira - breve análise 



Nós vivemos em uma sociedade completamente dependente da visão, onde tudo é imagem. Somos cercados e bombardeados por imagens de todos os tipos, e não satisfeitos, queremos ver mais e mais, mesmo onde não é possível, o que lembra diretamente as cenas de outros filmes com “câmeras” que perseguem balas e as mostram perfurando o corpo de suas vitimas, ou mesmo as imagens de seriados como House M.D. – que eu adoro – mostrando o interior do corpo humano reagindo aos tratamentos impostos pela equipe do Dr. House.  Somos incapazes de imaginar determinadas coisas sem enxergá-las, e mesmo representações de elementos não-visuais são feitas de forma visual, como o som. Quem, por exemplo, nunca viu uma representação visual do funcionamento dos nossos ouvidos, com as ondas sonoras chegando representadas por aquelas formas visuais curvas: ”)))” ?
Então essa “cegueira branca” do Saramago representa, ao meu ver, este excesso de visão. Nós não estamos deixando de enxergar: estamos enxergando demais. Estamos vendo tanto, mas tanto, que deixamos de ver. Como em uma foto superexposta, onde o diafragma foi aberto e o tempo de exposição extendido (recurso que é sabiamente utilizado pelo Fernando Meirelles e pelo César Charlone para ambientar o filme).

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