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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Desastres: Natureza irada


A terra é feita em pedaços: estala, fende-se, é sacudida. Cambaleia como um homem embriagado e balança como uma rede” (Is 24, 19-20)
“Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu… Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas.. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas” (Lc 21, 11.25-26)
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Os desastres que abalaram a humanidade

por José Sérgio Osse
Terremoto em São Paulo e em mais 4 estados, ciclone no Rio Grande do Sul e tornado em Santa Catarina. Parece que, de repente, o Brasil entrou na lista de países que sofrem com desastres naturais. Na verdade, já fomos vítimas de grandes castástrofes. Uma das maiores ocorreu perto do epicentro doterremoto que aconteceu em abril deste ano. Em 1532, um maremoto em São Vicente, no litoral paulista, aterrou a entrada do porto da região e forçou sua mudança para um novo local, em Santos. Mesmo assim, continuamos sendo peixe pequeno em matéria de devastação. “O Brasil não tem falhas geológicas importantes, não tem vulcões e está longe das zonas de atrito das placas tectônicas”, afirma o americano David Crossley, professor de Geologia da Universidade de Saint Louis. O mesmo não vale para várias outras regiões que, de tempos em tempos, sofrem com catástrofes grandiosas, que já deixaram um longo rastro de mortes e de prejuízos e se mostraram capazes de mudar os rumos da História. Conheça as maiores delas.

Ataques mortais

O pior deles matou 4 milhões de pessoas
79 d.C. - Chuva de cinza e rochas
Em 19 horas, o Vesúvio matou 16 mil pessoas. Uma chuva de cinza e rochas soterrou o balneário romano de Pompéia. Por outro lado, a erupção garantiu que a vila fosse mantida intacta para a posteridade.
1556 - O terremoto mais mortal
Embora não tenha sido o mais intenso da História, o tremor que atingiu a província de Shaanxi, na China, em 23 de janeiro de 1556, é o mais mortal de que se tem registro. Ele matou 830 mil pessoas.
1755 - Lisboa destruída
A capital portuguesa e várias cidades litorâneas do país foram devastadas por um terremoto, seguido de um tsunami com ondas de mais de 6 metros. O tremor, de 8,7 pontos na escala Ritcher, deu ao marquês de Pombal a chance de reconstruir Lisboa.
1780 - “Grande Furacão
Também conhecido como Furacão de São Calixto, deixou 27 mil mortos em várias ilhas do Caribe. Ocorrido durante a guerra de independência dos Estados Unidos, afundou dezenas de navios ingleses e franceses posicionados na região.
1883 - O Krakatoa ruge
Depois de uma semana de erupções, o monte Krakatoa, na Indonésia, atingiu o auge da ira no dia 27 de agosto. Foi quando aconteceram quatro explosões, sendo que a última pôde ser ouvida a mais de 4 800 quilômetros. As detonações arremessaram rochas a mais de 80 quilômetros de altura.
1900 - Índia sem água
As secas na Índia são relativamente comuns desde o século 18. A maior dessas tragédias aconteceu no ano 1900, no norte do país. Estima-se que tenham morrido até 3,25 milhões de cidadãos indianos.
1931 - China com água demais
inundação do rio Amarelo, na China, é considerada o desastre natural mais mortal da História. Deixou cerca de 4 milhões de mortos, seja durante a cheia, seja por causa das doenças provocadas pelo desastre.
1970 - Ventos de 222 km/h
Nunca houve ciclone tropical tão devastador. O Bhola surgiu na baía de Bengala e deixou de 300 mil a 500 mil mortos em Bangladesh e na Índia. Com ventos de 222 km/h, causou prejuízos de 500 milhões de dólares.
2002 - Morrendo no frio
Na república russa da Ossétia do Norte, uma placa de gelo de 150 metros de espessura percorreu 32 quilômetros de distância a uma velocidade de 100 km/h. Saldo da pior avalanche conhecida: 125 soterrados.
2004 - Ondas a 800 km/h
O maior desastre natural do século 21 até agora foi causado por um terremoto de 9 pontos na escala Richter, na Indonésia. Mais de 225 mil pessoas foram mortas pelo tsunami, cujas ondas alcançaram 800 km/h.

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