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terça-feira, 7 de setembro de 2010

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Para reduzir mensalidade, faculdades superlotam classes e laboratórios

Educação. Em busca dos estudantes da classe C, instituições particulares adotam modelo de curso de graduação mais barato. Com um número maior de pessoas por sala de aula, é possível diminuir gastos com infraestrutura e professores. Formato divide alunos

07 de setembro de 2010 | 0h 00
Luciana Alvarez - O Estado de S.Paulo
O ingresso de estudantes da classe C no ensino superior brasileiro está levando muitas universidades e faculdades particulares a investir num modelo econômico de curso, que associa mensalidades reduzidas com classes muito grandes, formadas em geral por mais de 100 alunos.
Leonardo Soares  /AE
Leonardo Soares /AE
A estratégia permite que as instituições fechem as contas no azul, mesmo cobrando mensalidades entre R$ 300 e R$ 500. Com salas maiores, caem os gastos com infraestrutura e, principalmente, o investimento em corpo docente - quanto maiores são as turmas, menos professores são necessários.
O modelo, porém, é polêmico. Alguns alunos aprovam, pela vantagem da mensalidade mais barata. Outros reclamam da bagunça nas aulas, da dificuldade para ouvir os professores, da pouca atenção para cada aluno e da falta de condições apropriadas em laboratórios.
Ao entrar em Educação Física da Universidade Paulista (Unip) no ano passado, Carolina Paiva, de 21 anos, não imaginava que a quantidade de colegas de sala representaria uma barreira ao aprendizado. No laboratório de anatomia, os mais de 100 alunos tinham de se espremer em volta do professor e do único exemplar de corpo.
"As aulas práticas também não eram produtivas. Para tudo era preciso ficar esperando", conta. Segundo a estudante, a situação melhorou este ano porque a alta evasão reduziu a turma quase pela metade.
Aluno do 3.º ano de Ciências da Computação na Universidade Nove de Julho (Uninove), Caio Leandro Alves Madeira, de 20 anos, conta que no início do curso, quando sua turma tinha 80 alunos, faltavam até carteiras na sala e as aulas eram muito tumultuadas. "Não é como nos EUA, onde as salas são cheias mas todo mundo é interessado", diz. Como resultado, muita gente desistiu do curso, sobrando apenas cerca de 30 alunos. "Está bem melhor, mas ainda hoje, nas aulas práticas, ficamos em dois por computador."
Ademir Fonseca, de 40 anos, no último ano de engenharia elétrica da Uninove acredita que sua sala, com 70 alunos, tem um "tamanho bom". Ao menos para aulas expositivas. "O problema mesmo é nos laboratórios. Tem sempre pouco equipamento. Falta até cadeira para todo mundo."
A turma de contabilidade de Agnon Antônio da Silva Junior, na FMU, começou com quase 100 estudantes. "Fica uma bagunça", diz.
A reclamação é a mesma de Fernanda Zanco, de 21 anos, no 3.º ano de administração na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap). "Com 80 alunos, se o professor faz uma piada, leva dez minutos até acalmar a classe", diz.
Para o consultor em ensino superior Ryon Braga, o problema não está no tamanho das turmas em si, mas em como a instituição de ensino monta seu projeto pedagógico. "Na aula expositiva, não importa se são 50 ou 500. Mas nas universidades são necessários também momentos de interação e discussão. Nisso as classes devem ser divididas. Não dá para ter debate em uma sala com 80", afirma.
Justificativa. Procuradas pela reportagem, a Unip e a Uninove não quiseram se pronunciar sobre o tema e as condições da sala. Para o presidente da Anhanguera Educacional, Antônio Carbonari Netto, o modelo das salas numerosas é necessário e positivo se for adotado com cuidado. "Claro que precisa ter estrutura para atender a todos. Mas não se pode ter aula teórica para só 30 ou 40 alunos; é desperdiçar um bom professor", explica. "Muitos ainda não mudaram o paradigma, mas se você tem bons professores, ninguém reclama de estar em uma sala grande."
Segundo a FMU, "algumas turmas, pontualmente, estão sendo divididas para atender a um melhor aproveitamento pedagógico e acadêmico". A Fecap informou que o tamanho médio das turmas é de menos de 50 alunos. "Acreditamos que o sentimento não representa a opinião da grande maioria de nosso corpo discente", diz a nota.
Modelo
ANTONIO CARBONARI NETTO
PRESIDENTE DA ANHANGUERA
"Se o professor for motivador e tiver preparo, vai conseguir atenção dos alunos. Aí sobra mais dinheiro para gastar em outras coisas, como pesquisa. Muitos ainda não mudaram o paradigma, mas se você tem bons professores, ninguém reclama de uma sala grande." 


  


E ainda querem acabar com o Exame da OAB, vejam essas faculdades, uma zona, na minha turma de direito a 5 anos atras eram 80 alunos, uma zona, foi indo, indo, acabou com 25 alunos, é fogo de palha, outros problemas financeiros, a faculdade esta nem ai, ainda mais curso de direito, que é composto por livros (que alunos compram claro), professores e estrutura física, mais nada, imaginem formar gente em direito, contabeis, etc. e todos sairem exercendo, colegas que nem estudavam, estavam nem ai com nada, OAB neles.
 4  Breno Barbosa
07 DE SETEMBRO DE 2010 | 10H 20DENUNCIAR ESTE COMENTÁRIO
Nas universidade publicas nao eh nem um pouco diferente. Alias o atual governo fez um programa REUNI que, disfarcado de "investimento em educacao", nada mais eh do que um desorganizado e mal planejado (e eleitoreiro) aumento DESORDENADO de vagas nas universidades publicas. Resultado: salas de aula lotadas; concursos para professores que nao tem as vagas preenchidas pois simplesmente nao tem como contratar tanto prof com mestrado e doutorado (principalemnte nas areas cientificas) de uma hora para outra. A expansao do ensino publico superior que o governo federal se vangloria nada mais eh do que despejo de vagas em ano eleitoral. Nao houve recursos adequados para construcao de novas salas, laboratorios e contratacao de professores e funcionarios. E claro, 8 anos de PT e os ensinos medio e fundamental continuam uma droga. Meu voto no tal partido da etica e das causas sociais (saude e educacao) foi para o lixo.
 3  brasileiro desolado
07 DE SETEMBRO DE 2010 | 8H 45DENUNCIAR ESTE COMENTÁRIO
O que estão fazendo com o ensino no Brasil é simplesmente uma coisa temerosa. As faculdades perceberam as facilidades de arrecadação promovidas pelo próprio governo e estão aproveitando. Classes superlotadas, alunos analfabetos e deisnteressados, querendo ter um diploma superior.
O que é isso..??? Nivelamento por baixo..mas baixo mesmo..
A reforma tem de ser feita pelos niveis fundamentais e medio, onde estão os verdadeiros problemas. Sem base, não tem como construir uma casa..!!!
O que adianta um monte de "bachareis" ignorantes e incompetentes ??
Infelizmente temos poucos exemplos de "como deve ser", e muitos de "como náo se deve"...
E ainda teremos que aguentar mais uma presidente analfabeta(comprou diploma), depois de outro que diz ser perda de tempo, ler...
Lamentável !!!!
Leia aqui no link que está mais organizado:

3 comentários:

  1. Os procedimentos narrados mostram que as instituições e esse pseudo consultor educacional apenas pensam no lucro. De resto, tudo isso vai ao arrepio da orientação do MEC e os avaliadores do INEP devem ser responsabilizados se não den unciam este atentado, gravíssimo, contra a educação superior. Lamnetável. Lamentavel!!!!

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  2. Você escreve como um advogado ou advogada. Não é não?

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  3. Lamentável encerrar com o discurso do presidente da Anhanguera...

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