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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O que é ser homem nos dias de hoje?Do UOL

O que é ser homem nos dias de hoje?

Há muito tempo, a mulher deixou de se dedicar exclusivamente aos afazeres domésticos para disputar com o homem um lugar na vida pública. Essa mudança do papel feminino, inegavelmente, teve repercussão no papel masculino. A partir daí, nas últimas décadas, os estereótipos da masculinidade sofreram vários questionamentos - e alguns deles, como o machismo, foram veementemente condenados. No entanto, será que se pode mesmo falar em "crepúsculo do macho"? Pelo menos em termos majoritários, por exemplo, o homem abriu mão da violência e do comportamento agressivo? Ou por trás de todo cidadão civilizado se esconde uma fera? Quais são os padrões do comportamento masculino hoje em dia? Afinal, o que é ser homem no século 21? Leve em conta, ao desenvolver seu raciocínio, a coletânea de textos abaixo.

ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:

Clube da luta


Na última semana, uma espécie de ringue doméstico foi descoberto em Florianópolis (SC). Garotos de escolas particulares marcavam encontros na casa de um deles para "acertar as contas".

Lá, as brigas rolavam, eram filmadas, e as cenas de violência, postadas na internet. A agenda era acertada pela comunidade virtual "Luta do Lixo".

Rixas, problemas com namoradas, tudo era decidido nas brigas. O "derrotado" tinha que gravar depoimentos em que era humilhado. Lógico que isso também ia para a internet.

Curioso saber que essas coisas ainda acontecem! Os machos evoluíram tendo que mostrar superioridade em relação aos seus "rivais" para conquistar fêmeas e para garantir que seu patrimônio genético fosse transmitido para gerações futuras. Assim, lutas físicas e disputas territoriais são comuns entre os animais. O mais forte, o mais exuberante, o mais rápido leva a melhor!

Mas, entre os humanos, depois de séculos de evolução social e cultural, espera-se algo melhor do que brigas de quintal para resolver pendências de qualquer natureza, não? Será que em pleno século 21 garotos ainda precisam ter confrontos físicos e, pior, exibir tudo isso?

[Jairo Bouer, Folhateen, 17/05/2010]

Involucionismo



Página 3


[Emerson Brito, especial para o Banco de Redações]

Homem não chora



Homem não chora
Nem por dor
Nem por amor
E antes que eu me esqueça
Nunca me passou pela cabeça
Lhe pedir perdão
E só porque eu estou aqui
Ajoelhado no chão
Com o coração na mão
Não quer dizer
Que tudo mudou
Que o tempo parou
Que você ganhou

Frejat/Alvin L.

Masculinidade e violência no Brasil



O lugar e a condição dos homens e das mulheres no mundo ocidental contemporâneo vêm sendo muito discutidos. Tradicionalmente a construção do que é 
ser homem, contraposta ao que é ser mulher, tem sido hegemonicamente associada a um conjunto de ideias e práticas que identificam essa identidade à virilidade, à força e ao poder, advindos da própria constituição biológica sexual. Mais recentemente, essa visão, já bastante criticada, está sendo contra-argumentada por aqueles que defendem uma maior fragilidade biológica dos homens quando comparados às mulheres. Essa concepção fundamenta-se no fato de que, historicamente, nascem mais bebês do sexo masculino, mas eles morrem mais que os do sexo feminino antes de completarem o primeiro ano. No outro extremo da vida também se percebe que os homens morrem mais cedo que as mulheres e, por isso, têm uma expectativa de vida menor. Tais discussões se fazem acompanhar do debate mais amplo a respeito da crise de identidade masculina, datada do final do século 20, que estaria transformando as formas dos homens se situarem e se comportarem no mundo.
Edinilsa Ramos de Souza, Centro Latino Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli, CLAVES, Escola Nacional de Saúde Pública, Fiocruz.

Machismo na favela



No Brasil, uma a cada três mulheres já foi vítima de violência física por parte do companheiro. Uma pesquisa realizada pela ONG Instituto Promundo e pelo programa do governo norte-americano 
Horizonsdemonstra que este e outros tipos de violência estão profundamente relacionados com o machismo. [...] O rapper Rappin Hood trabalha com a conscientização de jovens da favela Jardim de Nilópolis, em São Paulo. Ele participou da entrevista coletiva de anúncio da pesquisa feita na semana passada, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde, em Brasília. Rappin Hood afirmou que o machismo está presente no cotidiano da favela, mas também no do país. "Eu fui criado numa sociedade machista. O homem brasileiro é machista. E a mulher brasileira aceita esse machismo", afirma.
[ABr/Agência Brasil]

Observações:



  • Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

  • Deve ter uma estrutura dissertativa;

  • Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;

  • A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

  • Não deixe de dar um título a sua redação;

  • http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/o-que-e-ser-homem-nos-dias-de-hoje.jhtm



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