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domingo, 22 de agosto de 2010

As novidades na redação da Unicamp

Oficina “A Redação no Vestibular Unicamp” reúne 280 no campus

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[23/6/2010] Divulgar as características da prova de Redação à comunidade externa. Com esse objetivo principal, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) promoveu, sábado (19), no campus de Campinas, a primeira etapa da oficina “A Redação no Vestibular Unicamp”. Participaram do evento 280 pessoas, entre professores do ensino médio das redes particular e pública de ensino e alunos de graduação e de pós-graduação. A segunda etapa reunirá outros 280 participantes, no próximo sábado, dia 26 de junho. A oficina apresenta a nova prova da Redação, que será aplicada a partir do vestibular deste ano.

A iniciativa da Comvest em realizar a oficina relaciona-se à importância da redação em seu vestibular: essa parte da prova vale 50% da nota da primeira fase do Vestibular Unicamp. Na nova prova da Redação, a avaliação da escrita será ampliada: o candidato será solicitado a produzir três textos de gêneros diversos, todos de execução obrigatória. Até o ano passado, selecionava uma de três propostas e preparava apenas um texto.

Para a professora de redação Lucilene Ferreira, que participa da Oficina há seis anos, e já teve vários estudantes com redações escolhidas para integrar o livro com os melhores textos de cada vestibular da Unicamp, o evento é um presente aos professores. “Estudamos o tema e aprendemos com as redações escritas por nossos alunos. Por que não? Às vezes, fico impressionada com as redações dos meus alunos. O que eu lhes ofereço são orientações de como produzir o texto e eu não conseguiria produzir o texto que eles produzem”, contou Lucilene.

O evento foi aberto pelo coordenador executivo da Comvest, professor Renato Pedrosa. Em seguida os participantes ouviram a palestra proferida pela professora Matilde Scaramucci, do IEL-Unicamp (Instituto de Estudos da Linguagem), que integrou a comissão de estudos que propôs as mudanças no modelo de prova de Redação.

O novo formato da prova de Redação deve reforçar a integração entre leitura e escrita, além de ampliar as possibilidades de avaliação, aumentando assim a confiabilidade da seleção. Além disso, como os gêneros dos textos a serem elaborados podem variar dentro de um grupo pré-determinado, evita-se o treinamento em apenas uma proposta de texto.

“Escrever uma carta a um cronista, uma pessoa real, próxima dele (candidato), para relatar uma experiência pessoal, ainda que essa seja no plano da inventividade, é colocar à prova um repertório que ele tem desenvolvido desde a infância”, afirmou a professora Lucilene.

Na palestra de encerramento da oficina, o professor Maurício Kleinke, coordenador de pesquisa da Comvest, esclareceu aos presentes como são atribuídas notas aos textos e como é o processo de correção da prova de Redação. Segundo ele, o novo formato da prova vai permitir ao Vestibular Unicamp medir melhor a capacidade de leitura, expressão e escrita dos candidatos. “Com três textos, a tarefa solicitada passa a ser mais específica. Diminui, também, a chance de sorte ou azar na proposta do tema. As análises estatísticas do simulado realizado indicam que aumentamos a confiabilidade na prova de Redação”, ponderou Kleinke.

Para Cibele Oliveira, professora do Cotuca há 14 anos e ex-aluna de graduação e mestrado do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp), a palestra do professor Maurício Kleinke foi bastante elucidativa em vários aspectos, como aqueles que se referem à grade de correção. “ajuda muito saber que a interlocução é um dos critérios da grade específica de correção. Não se trata de informação privilegiada, como a lista de possíveis gêneros textuais que serão cobrados, mas sim, informações de aspecto não sigiloso, mas que são fundamentais para preparar melhor os candidatos”, disse Cibele.

Cibele - que foi aprovada no primeiro vestibular próprio realizado pela Unicamp, o Vestibular Nacional Unicamp 87, concluiu seu mestrado também pela Unicamp, e foi corretora da prova de Redação do vestibular durante cinco anos – afirmou que a oficina é uma oportunidade de a Universidade aproximar-se da comunidade externa. “É a academia cumprindo um papel de diálogo e transparência com a comunidade”, concluiu. 

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