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sábado, 12 de junho de 2010

A preguiça

A Preguiça como Obstáculo à Liberdade
A preguiça e a cobardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também por que a outros se torna tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cómodo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar. Só que um tal exemplo intimida e, em geral, gera pavor perante todas as tentativas ulteriores.
É, pois, difícil a cada homem desprender-se da menoridade que para ele se tomou quase uma natureza. Até lhe ganhou amor e é por agora realmente incapaz de se servir do seu próprio entendimento, porque nunca se lhe permitiu fazer uma tal tentativa. Preceitos e fórmulas, instrumentos mecânicos do uso racional ou, antes, do mau uso dos seus dons naturais são os grilhões de uma menoridade perpétua. Mesmo quem deles se soltasse só daria um salto inseguro sobre o mais pequeno fosso, porque não está habituado a este movimento livre. São, pois, muito poucos apenas os que conseguiram mediante a transformação do seu espírito arrancar-se à menoridade e iniciar então um andamento seguro.

Mas é perfeitamente possível que um público a si mesmo se esclareça. Mais ainda, é quase inevitável, se para tal lhe for dada liberdade. Com efeito, sempre haverá alguns que pensam por si, mesmo entre os tutores estabelecidos da grande massa que, após terem arrojado de si o jugo da menoridade, espalharão à sua volta o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada homem para por si mesmo pensar. Importante aqui é que o público, o qual antes fora por eles sujeito a este jugo, os obriga doravante a permanecer sob ele quando por alguns dos seus tutores, pessoalmente incapazes de qualquer ilustração, é a isso incitado. Semear preconceitos é muito pernicioso, porque acabam por se vingar dos que pessoalmente, ou os seus predecessores, foram os seus autores. Por conseguinte, um público só muito lentamente pode chegar à ilustração. Por meio de uma revolução poderá talvez levar-se a cabo a queda do despotismo pessoal e da opressão gananciosa ou dominadora, mas nunca uma verdadeira reforma do modo de pensar. Novos preconceitos, justamente como os antigos, servirão de rédeas à grande massa destituída de pensamento.

Emmanuel Kant, in ' Resposta à Pergunta: O Que é o Iluminismo?'


http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200805251200&author=222&theme=198

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á ficou se perguntando porque diabos é tão difícil as vezes levantar do sofá para pegar aquela coisa que precisa. Ou mesmo conseguir sair de casa para fazer um exercício é quase tão complicado quanto cortar o próprio braço fora. Então, agora você vai descobrir que EXISTE um gene da preguiça.
Baseado em estudos preliminares em animais, J.Timoty Lightfoot (isso parece nome de Star Wars ou não parece?) e sua equipe na Universidade da Carolina do Norte, em Charlotte, sugere que a genética pode predispor alguns de nós a preguiça. Usando camundongos especialmente criados e selecionados de acordo com seus níveis de atividade, Lightfoot identificou 20 diferentes traços genéticos que funcionam como adestradores dos níveis de atividade dos camundongos – especificamente, quanto os animais conseguem correr. Os pesquisadores dizem que podem ter áreas parecidas no genoma humano. A universidade pretende conduzir um estudo similar em homens e mulheres.
“Nós adiantamos um mapa genético bastante completo de áreas que estão associadas com a regulação da atividade física.”
mouse_exerciseNo seu último estudo, Lightfoot e sua equipe criaram duas linhagens de camundongos, ativos e inativos. Então os pesquisadores cruzaram essas duas gerações criando um grupo de 310 crias mistas. Com 9 semanas de idade, cada rato foi colocado em sua gaiola individual e dado uma rodinha de exercício. Eles mediram quão longe, quão rápido e quanto tempo os animais corriam todo dia por três semanas. Ao final de cada semana os camundongos tinha seu genoma mapeado.
Enquanto alguns dos pequeninos corriam o que para humanos seria o equivalente a dezenas e dezenas de quilômetros – alguns até a noite toda – os sedentários bolaram maneiras interessantes de evitar exercício. Alguns transformaram a rodinha em cama, jogando palha sobre ela, outros usaram como “banheiro” e alguns até subiram por cima dela para analisar os sensores da rodinha. Fizeram de tudo menos exercício.
Apesar dos níveis de atividade não serem atribuídos totalmente aos genes, descobriu-se que em mais de 75% dos mais ativos os genes que promovem exercício eram dominantes. Basicamente o gene não determina sem alguém vai ser ativo ou não, mas cria uma certa “vontade” a mais para fazer as coisas. Não se sabe como essa “vontade” age sobre o organismo, mas Lightfoot tem duas teorias: os genes podem mudar a forma como os músculos trabalham – talvez fazendo com que processem a energia mais eficazmente e previnindo a fadiga – ou algum circuito bioquímico no cérebro, como os níveis de dopamina ou serotonina. Estão estudando o tecido muscular dos camundongos, mas não encontraram diferenças em suas funções. Então os pesquisadores estão chutando que a vontade de fazer exercício é pelo menos parcialmente influenciada pela química cerebral.
training_dayEles esperam um dia criar alguma droga que crie a vontade de fazer exercício, ou pelo menos ajude nisso. Eu pessoalmente sou o primeiro na fila de testes =D
E você? Precisa de uma ajudinha pra mexer o corpo ou está sempre ligado no modo 330 volts? O que acha de um possível remédio para ajudar a ter vontade de malhar?
http://www.zerooitocentos.org/existe-um-gene-da-preguica/

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