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domingo, 6 de junho de 2010

em busca da consciência

http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/em_busca_da_consciencia.html
Cientistas estão se aproximando de um dos últimos grandes enigmas da humanidade: a consciência. A abordagem científica deste tema, durante muito tempo reservado à filosofia, pode revelar resultados fascinantes
por Gerhard Roth


Qual é a natureza da consciência? Perguntar é fácil, determinar a resposta não. A consciência pode parecer uma coisa normal, até banal. As pessoas se desculpam por ter ignorado "inconscientemente" alguém numa festa ou dizem querer "expandir sua consciência". Mas a verdadeira compreensão do fenômeno permanece elusiva.

De que forma os sistemas físicos do cérebro agem em conjunto para criar as experiências subjetivas da mente - os pensamentos particulares e introspectivos que fazem de nós aquilo que somos? A dificuldade em se usar a ciência empírica para quantificar algo tão subjetivo, levou David J. Chalmers, filósofo da University of Arizona, a nomear a questão de o "problema difícil".

Por muito tempo restrita ao campo de investigação filosófica, a consciência passou a ser abordada nos últimos anos também por neurocientistas. Francis Crick, do Salk Institute for Biological Studies de San Diego, e Christof Koch, do California Institute of Technology, por exemplo, sustentam que uma abordagem legítima para a exploração dos mecanismos da consciência seria se concentrar na descoberta dos chamados correlatos neurais - os processos do cérebro mais diretamente responsáveis pela consciência. Localizar os neurônios do córtex cerebral que se relacionam com a consciência e compreender como se ligam a neurônios de outras regiões do cérebro pode fornecer importantes revelações.

Avanços recentes nas técnicas de imageamento tornaram possível observar quais áreas do cérebro estão em ação durante diversos tipos de atividade mental. A consciência pode ser um dos grandes quebra-cabeças da neurociência, mas ao compreenderem melhor os processos envolvidos os cientistas estão gradualmente identificando as peças.
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Gerhard Roth é chefe do departamento de fisiologia comportamental e neurobiologia do desenvolvimento do Instituto de Pesquisa do Cérebro da Universidade de Bremen, na Alemanha.

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