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terça-feira, 15 de junho de 2010

Eike Batista e o crescimento do Brasil

Analise as ideias de Eike Batista.Faça uma dissertação que procure analisar a viabilidade do que ele propõe para o crescimento do Brasil.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI126833-15259,00-EIKE+O+HOMEM+DOS+US+BILHOES+TRECHO.html



http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI126829-15259,00.html

http://www.youtube.com/watch?v=8Jfy697S0M4
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o contrário do milionário Jay Gatsby, personagem lapidar da obra-prima de Scott Fitzgerald, “O Grande Gatsby” (Editora Record, Rio, 2003), a origem da fortuna de Eike (Fuhrken) Batista, o futuro “homem mais rico do mundo”, nada tem de enigmática: ela advém dos proveitosos conhecimentos geológicos do pai, Eliezer Batista – engenheiro, antigo ministro de Minas e Energia do governo Jango e venerado presidente (por duas décadas) da Cia. Vale do Rio Doce - e das boas graças dos governos, em especial do governo Lula da Silva, sempre omisso, para não dizer permissivo (“entreguista”, em tempos outros) na defesa dos ativos e das reservas estratégicas da nação.
Pode parecer estranho, mas, de um modo geral, embora digam o contrário, os governos socialistas adoram tornar os ricos mais ricos (com eles de permeio, claro) - e os pobres mais pobres. A postura não é nova, ultrapassa décadas, talvez séculos. O próprio Lenin, à frente da sua “ditadura do proletariado”, pagando juros estratosféricos, ajudou a ampliar as fortunas de banqueiros europeus e da indestrutível família Rockefeller (Ver “Wall Street and the Bolshevik Revolution” - Antony C. Sutton, Arlington House, NY, 1974). Por sua vez, na Alemanha nazista, Adolfo Hitler, outro socialista, expandiu em proporções inimagináveis a riqueza de Gustav Krupp, empresário da indústria siderúrgica voltado para fabricação de armas e material agrícola pesado.

No Brasil, já nos tempos da Velha República, os presidentes Rodrigues Alves e o respeitabilíssimo Epitácio Pessoa abriram os generosos cofres da Mãe Gentil ao aventureiro internacional Percival Farquhar, audacioso empresário das 1001 empresas. Em “O Último Titã” (Editora Cultura, São Paulo, 2006), seu biógrafo credenciado, Charles Gauld, descreve em detalhes como Farquhar - apoiado em projetos visionários e gordas propinas - arrancou concessões governamentais e amplos financiamentos para construir e explorar, entre outras tantas diabruras, a ferrovia Madeira-Mamoré (que redundou em ruínas para turista ver) e as jazidas de ferro de Itabira, Minas Gerais, que o Dr. Getúlio, nos anos 30, resolveu encampar – tornando a emenda pior do que o soneto.

Em meados do século passado, foram incontáveis as fortunas (algumas decadentes, hoje) que Juscelino Kubistchek plantou, enquanto presidente, no eixo Brasília-Rio-Minas. O próprio João Goulart, o fazendeiro Jango - que, segundo Carlos Lacerda, só fazendo política tornou-se dono de 200 mil cabeças de gado e proprietário de 550 mil hectares de terra, área 4 vezes superior ao antigo território da Guanabara - associou-se ao folclórico Tião Maia, o “Rei do Gado”, parceiro ao qual, já no exílio, por razões pouco esclarecidas, desejava surrar de rebenque em mão.

No caso do milionário Eike Batista, como era previsível, a mídia cabocla não parou de incensá-lo desde que foi elevado pela “Forbes” à condição de “8º homem mais rico do mundo”. Em torno dele, editorias e repórteres operam com a tenacidade de cães farejadores. De fato, a televisão ainda não o descobriu (ou ele sabiamente a recusa), mas é difícil abrir um jornal ou revista sem que lá não esteja o Midas de Governador Valadares (educado na Alemanha) reverberando os seus bilionários projetos, tecendo loas ao “Brasil em transformação” ou repudiando o “complexo de vira-lata” que acode o brasileiro (na certa, sem pagar royalties a Nelson Rodrigues).

Para o encanto dos jornalistas amestrados, o “futuro homem mais rico do mundo” debita a sua vertiginosa riqueza a fatores aparentemente prosaicos. Com efeito, no mundo tenso dos negócios, ele se impôs o ritual de acrescentar um “x” – símbolo da multiplicação – às siglas das empresas que possui. Só para exemplificar: o milionário acredita que ao acrescentar a letra “x” à mineradora MM, de sua propriedade, já está garantindo o bom êxito empresarial da MMX.     
De temperamento místico, a logomarca do seu conglomerado de empresas carrega a imagem do Sol dos Incas, prenúncio de força. Na entrada de sua casa, segundo se diz, ramos de trigo, folhas de louro, paus de canela e cristais são colocados para espantar os maus fluidos. No escritório, ele senta olhando para a porta de entrada, a fim de “aparar as energias de quem vem de fora”.

Outro fator importante para explicar a expansão da fortuna avaliada hoje em U$ 27,5 bilhões é “a perseverança no trabalho”: à noite, mal chega ao lar - uma bela e moderna mansão, por sinal - o crédulo Midas janta e se dirige ao aparelho de TV. Diante dele, sintoniza o canal Bloomberg, especializado em negócios, e registra até altas horas da madrugada o sobe e desce das cotações da Bolsa. Explica-se o esforço: boa parte da riqueza de Eike Batista é contabilizada por ações de suas empresas vendidas em ofertas públicas no mercado de capitais. Por isso, alguns analistas financeiros da praça costumam identificá-lo como um “esperto vendedor de sonhos” – o que talvez explique, nos últimos anos, sua permanente exposição na mídia.

Fatores fundamentais como o conhecimento que o pai Eliezer (presidente honorário da EBX) detém das potencialidades geológicas e reservas minerais do país são pouco lembradas nas entrevistas concedidas pelo   Midas. Tampouco são mencionadas as facilidades com que libera, nos balcões oficiais, as concessões para exploração de minas e jazidas previamente identificadas. Nem muito menos explica a razão do jogo bruto de Luiz Inácio para que a Vale do Rio Doce, Jóia da Coroa, lhe fosse entregue num estalar de dedos – mesmo se levado em conta o investimento feito pelo empresário no filme “Lula, o Filho do Brasil”, um projeto inteiramente fracassado.

No ramo do showbizz, aliás, o perdulário Eike Batista faz coisas de admirar. Solta milhões para filmes de Jabor, Cacá Diegues e o inefável Barreto - todos “de esquerda” - mesmo sabendo que dificilmente terá retorno econômico. Recentemente, durante a estadia de Madonna no Rio, o Midas, a título de colaboração, doou U$ 7 milhões à cantora pop, que no momento se diz empenhada em lançar “um olhar moderno” no ensino de crianças carentes do Rio e São Paulo - um “olhar” muito além do vislumbrado “nas cadeiras de moral e cívica dos anos 60”. Agora pensem: que nova metodologia educacional poderia lançar uma figura do showbizz, cercado de sexo, droga e rock and roll por todos os lados, sobre as nossas já combalidas crianças? (Por pura ironia, ano passado um jornal do Amapá havia denunciado que meninas famintas de nove e dez anos estavam sendo estupradas no Garimpo de Lourenço, no município de Calçoene, local onde Eike, nos anos oitenta, iniciou a sua trajetória de milionário. Depois de esgotar o Garimpo, arrancando dele toneladas de ouro, o Midas deu no pé – ao que tudo indica sem deixar uma só escola na miserável região).

Neste torvelinho de doações e negócios em cascata, não poderia faltar a onipresente Polícia Federal, que desencadeou contra o empresário a célebre operação “Toque de Midas”. Sem dúvida, um troço imprevisto. Mas, conforme explicou o próprio Eike, a operação policial não foi desencadeada devido a sua rápida ascensão numa área competitiva associada à farta distribuição de dinheiro com candidatos e partidos políticos nas eleições de 2006 (com destaque para a doação de R$ 1 milhão para reeleição de Lula, e outro tanto para a campanha de Walder Góes, governador do Amapá, território onde obteve concessão para explorar uma estrada de ferro). Não, de modo algum. O alvo da operação “Toque de Midas”, que “não deu em nada”, foi a compra transversa pela EBX de uma mina de ouro que havia pertencido ao notório Daniel Dantas – este sim, caído em desgraça.
 
No entanto, ainda que abalado pela incursão policial, Eike Batista, especialista em levantar megaprojetos, logo se voltou para a construção de um gigantesco terminal portuário - o Porto de Açu, em São João da Barra - cujo objetivo, ambicioso, é transportar minério de ferro em larga escala para abastecer o império chinês.

Em paralelo, pois não brinca em serviço, o nosso  Midas associou-se à Wisco, poderosa estatal chinesa  que também não brinca em serviço. Com a anuência de Lula, a MMX investe pesado na exploração de imensas jazidas de ferro e na construção de uma siderúrgica anexa ao terminal de Açu, com o objetivo de confrontar a Vale do Rio Doce, a maior mineradora do  Brasil (e do mundo). Tudo isto, no exato momento em que os preços do minério, em elevação, vêm sendo duramente questionados pelos chineses (e o mercado global) empenhados em sua redução. 
É provável que Eike Batista seja o que aparenta ser, isto é: um sujeito empreendedor e perseverante, obstinado em se tornar o “homem mais rico do mundo”. Gracias Señor! O problema todo é que o capitalismo praticado pela China é, de cabo a rabo, predatório. Para invadir o mundo com suas bugigangas ordinárias, produzidas (e pirateadas) em cima de mão de obra escravizada e de baixos salários, não respeita nenhum padrão civilizado de comércio. E como representa uma séria ameaça, embora disponha de linhas de crédito na ordem de US$800 bilhões para investimentos externos nos setores de minério, petróleo e alimentos, vem sendo repelida por vários governos, entre outros o australiano, nas suas pretensões de comprar ativos e jazidas de empresas locais. Negócios com a China, como disse um observador, nunca se tornam “um negócio da China”. 
E este é o problema do capitalismo de Estado (do qual Eike Batista é um agregado inconsciente ou conivente): seu objetivo é concentracionário, pois que pulveriza a liberdade de escolha e o livre arbítrio, essência do capitalismo real. Demonstrando bons sentimentos, o nosso Midas proclama-se nacionalista e diz que pretende “contribuir para tornar o Brasil um país de Primeiro Mundo”. Mas, como? Associando-se aos predatórios chineses? Financiando partidos políticos socialistas que fizeram do Brasil um charco de brutalidade, miséria e corrupção? Financiando “artistas” comprometidos com a derrisão dos valores morais da civilização ocidental e cristã?
 
Não dá para acreditar.

http://www.midiaamais.com.br/brasil/2917-eike-batista-o-midas-do-estado-forte-

"A Budweiser é nossa". Nossa quem, cara-pálida?
Por Luiz Antonio Magalhães em 22/7/2008
A revista Veja está mesmo perdendo o senso do ridículo. Na edição desta semana (nº 2070, de 23/7/2008), deu capa para a compra da companhia Anheuser-Busch pela Inbev. Na matéria principal, a revista sapecou o título acima, entre aspas. Sim, foi isto mesmo que o leitor leu: "A Budweiser é nossa". E só faltou o inefável locutor Galvão Bueno para completar: "É do Brasiu, iu iu iu...".
Seria bonito, se fosse verdade. Só que não é. A leitura das publicações especializadas em economia e negócios ajuda um pouco. Abaixo, no original, trecho de matéria publicada pelo Wall Street Journal (15/7/20078) sobre a polêmica aberta pelo pré-candidato democrata Barack Obama, que antes do negócio se concretizar afirmou que seria uma vergonha (shame, no original) para os Estados Unidos que a Anheuser-Busch pudesse se tornar uma empresa controlada por estrangeiros. Pelo que se pode discernir da leitura do Wall Street Journal, os estrangeiros em questão são os belgas e não "nós", como orgulhosamente apregoa a Veja:
"‘... Beer Is Belgian’
Unlike such countries as the U.S., Russia and France, Inbev´s home nation isn´t protective about its biggest corporations. With a population of 10 million, Belgians have always had to share their toys – they shrug when the French say that they, not Belgians, invented the fry. Most of Inbev´s board members are Brazilian, even if the controlling shareholders are aristocratic Belgian families.
Nonetheless, politicians in this beer-loving land raise their glasses every time InBev, with the families blessing, launches international expansions. In less than 20 years, the many acquisitions have turned Interbrew from a midsize Belgian brewer into the King of Beer Companies. "There is pride today, because beer is Belgian," said Vincent Van Quickenborne, the country´s economy minister.
Mr. Van Quickenborne, however, declared himself "shocked" at Sen. Barack Obama´s comment that it would be a shame if Anheuser-Busch became foreign-owned. "In the end, the Belgians were stronger than Obama, and we´re not going to call the beer ´Belweiser,´ " he joked. "Seriously, we´re not trying to ´buy American,´ " he added. "This is about business, restructuring, cost-cutting and positioning ourselves in a global market."
Not all Belgians were cracking open cases of Stella to celebrate the news.
The unions that represent InBev employees in Belgium are worried that they could bear the brunt of InBev´s attempts to cut costs. InBev is eager to avoid cutting jobs in the U.S. to avoid negative publicity, so it could fall back on Europe, the unions say. "All mergers lead to restructuring, and that´s never good," union spokesman Luc Gysemberg told Belgian wire service Belga.
"Belgium will remain central to the company," responds InBev spokeswoman Marianne Amssoms, dismissing the unions` claims.As for beer drinkers, they already regard InBev with the kind of suspicion techies levy at Microsoft. To gain market share, InBev has standardized brews to always taste the same, says Christian Lejeune, director of the Museum of Belgian Beers in Lustin, in the south of Belgium. He bemoans the days before high-tech brewing, when bottles of the same brand might taste different.
InBev, said Mr. Lejeune, "won´t lose anything now because they don´t make real Belgian beer in the first place."
Ok, é verdade que alguns brasileirinhos da gema, como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira têm participação acionária na Inbev (cerca de 25% do total, segundo reportagem da IstoÉ Dinheiro). Também é verdade que o principal executivo da Inbev é outro brazuca, Carlos Brito. O problema todo, porém, é que nenhuma publicação séria fora do Brasil escreve a barbaridade que Veja perpetrou ao qualificar a Inbev de "cervejaria belgo-brasileira", logo no lide da reportagem desta semana. Ao contrário. O New York Times, por exemplo, noticiou a compra assim:
Anheuser-Busch Agrees to Be Sold to InBev By MICHAEL J. DE LA MERCED, Published: July 15, 2008
"Anheuser-Busch agreed on Sunday night to sell itself to the Belgian brewer InBev for about $52 billion, putting control of the nation’s largest beer maker and a fixture of American culture into a European rival’s hands. InBev confirmed details of the sale Monday in Brussels."
Belgian Brewer significa cervejaria belga. Brussels, Bruxelas, fica bem longe do Rio de Janeiro ou São Paulo. É lá que são tomadas as decisões relevantes da Inbev. O resto é conversa para animar a patriotada dos néscios que acreditam em tudo que a revista Veja publica.
No fundo, talvez o semanário da Abril esteja preparando terreno para anunciar que a editora responsável pela publicação de Veja "comprou" a News Corp. do magnata Rupert Murdoch. E poderá então dar com destaque, quem sabe em página dupla, a grande manchete: "O Wall Street Journal é nosso!" Do Brasiu iu iu iu...
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=495CIR002

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Financial Times' alerta para 'fanfarronice' em recuperação econômica do Brasil

Um editorial publicado nesta quarta-feira no jornal britânico Financial Times alerta para uma "fanfarronice latina", em especial do Brasil, em relação à sua própria situação econômica.
Em um artigo intitulado precisamente assim (Latin swagger), o jornal avalia a maré de boas notícias econômicas sobre a região e, em especial, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pela revista americana Time na semana passada como o primeiro de uma lista de personalidades mais influentes do mundo.
Embora reconheça que haja motivos reais para celebrar sua situação econômica, o Financial Times faz uma alerta para o que chama de "complacência" latino-americana, e brasileira em especial, em relação ao seu próprio futuro.
"O maior perigo financeiro que a América Latina enfrenta agora é a complacência, especialmente no Brasil", diz o jornal. "As piores quedas normalmente ocorrem justo quando se está cantando de galo."
A argumentação do jornal é a de que a região contou com uma boa dose de "sorte" na última década.
Primeiro porque, calejados por crises anteriores, os bancos latino-americanos preferiram olhar para o mercado interno e evitar embarcar no risco de se expor aos empréstimos do tipo subprime, que terminaram contaminando as economias mais avançadas.
Além disso, diz o editorial, a demanda por commodities na Ásia puxou as economias latino-americanas mesmo durante a tempestade econômica nos países ricos.
Por fim, argumenta o FT, as baixas taxas de juros americanas, próxima do zero, fizeram a região receber um influxo de recursos em busca de retorno mais alto.
"Qualquer um desses fatores sozinhos seria capaz de sustentar um boom. Mas a América Latina está desfrutando de todos ao mesmo tempo. Como alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI), se trata de uma bonança sem precedentes."
Para o FT, os países da região devem procurar olhar para além da bonança e tomar medidas como evitar a apreciação exagerada do câmbio – o jornal menciona especificamente o Brasil e a Colômbia – e investir em obras de longo prazo, como no setor de infraestrutura.
"Ainda assim, pode haver um excesso de capital", avalia o editorial. "O crédito brasileiro tem saltado a uma taxa de 47% e os preços de imóveis no Rio de Janeiro têm subido cerca de 50% ao ano."
Para o diário, esses são "apenas dois sinais de alertas de uma dor-de-cabeça pós-boom que ainda está por vir".

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