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terça-feira, 18 de maio de 2010

Proposta com cara de GV.

na está pronta

Setor privado investe na infraestrutura


- O Estado de S.Paulo
Em nossa edição de domingo publicamos um artigo com o título As empresas cansaram de esperar, sobre projetos de investimentos na infraestrutura que as empresas resolveram tocar.
Caberia, na verdade, ao setor público esses investimentos, para que alguns projetos industriais não enfrentassem pontos de estrangulamento nas áreas de transporte e instalações portuárias. Mas o governo está dando prioridade a projetos que atraiam uma clientela política, esquecendo as empresas que fizeram investimentos na produção, mas não contam com uma logística que lhes dê rentabilidade e permita que ofereçam preços competitivos no mercado internacional em razão de meios de transporte e embarque adequados.
Não são de hoje essas dificuldades que, no passado, obrigaram as empresas privadas a assumir investimentos que elevam os custos previstos para os empreendimentos. Foi o caso da que exploraria manganês no Amapá e que teve de construir uma ferrovia no meio da floresta amazônica. A própria Cia. Vale do Rio Doce, quando ainda estatal, teve de construir a Ferrovia de Carajás e o Porto de Ponta da Madeira, permitindo que ela se tornasse uma das maiores do mundo no setor da mineração.
Durante um longo período, todavia, as grandes empresas cujo poder de competição dependia de condições de transporte adequadas contaram com a boa vontade do governo para realizar os investimentos na infraestrutura. Mas, hoje, cansadas de esperar, estão assumindo esses investimentos que suas dimensões e capacidade financeira já permitem. Na maioria dos casos trata-se de investimentos intimamente ligados às suas atividades e que permitem superar as despesas extras que têm com o transporte terrestre ou marítimo. É o caso de grandes empresas como Vale, Gerdau, CSN, Usiminas, Votorantim e Braskem, cujos investimentos em logística se destinam a oferecer preços melhores.
Segundo a análise feita pela Fundação Dom Cabral em 76 grandes empresas, 97% usam capital próprio para realizar tais investimentos e 51% recorrem também à ajuda do BNDES, e é muito limitada a ajuda dos bancos privados.
Esses investimentos, inclusive a duplicação dos trilhos da ALL Logística, terão o efeito de reduzir os preços dos produtos exportados, mas também, em certos casos, dos bens importados. Trata-se de um modelo que pode levar produtores de outras mercadorias, como o álcool, a se unirem para construir um duto para transportá-lo até Santos.


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